O grupo de teatro Art'encena de Teatro de Belford Roxo, estréia dia 26 de agosto no Teatro Princeza Isabel no Leme às 20:00 a peça "Críticas de um Louco". O espetáculo tem apoio do Pó de Poesia e do Centro Cultural Donana.
Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
"Críticas de um Louco" com o Art'encena de Teatro.
O grupo de teatro Art'encena de Teatro de Belford Roxo, estréia dia 26 de agosto no Teatro Princeza Isabel no Leme às 20:00 a peça "Críticas de um Louco". O espetáculo tem apoio do Pó de Poesia e do Centro Cultural Donana.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Abismo

Eu sou um grito
Um grito seco
E surdo
Você é incerteza
Liberdade
Sempre presa
Somos conflito
Sem grito
Sem ponte para atravessar o abismo
Somos amanhã sem sorte
Vida que escapa
Feito sangue
pelo corte.
(Arnoldo Pimentel)
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Casantiga

É tão bom viver numa casantiga
No meio do mato
Entre verdes pastos
Sentindo uma brisa amiga.
Casa coberta de telhado
Pra quando a chuva cair
A gente melhor escutar
Velho moço tocando violão
Pra quando avião passar
A gente nem olhar.
Grandes árvores
Dando gostosos frutos pra gente comer
E dos arranha-céus e das torres de babel
A gente se esquecer.
Feijão mineiro, arroz carreteiro, que amor.
Salada sem vida e sem cor de restaurante, que horror.
Uma galinha e seus pintinhos, observo.
Para as mães não jogarem mais seus filhos no lixo, à Deus peço.
Morro alto pra gente se matar de subir
Pras escadas rolantes dos shoppings num tô nem aí.
Leite fervido da vaca, me acabo.
Leite em pó, milk shake, recusado.
Trotar de cavalos saudáveis puxando carroças, legal.
Barulho de motores de automóveis, infernal.
Borboleta saindo de dentro da crisálida, adoro.
Rato saindo de dentro do esgoto, ignoro.
Na rede à tardinha me ajeito
O colchão duro e fino da cama rejeito
Pelas velhas lendas desta terra me interesso
Estórias de Batmans e Rambos da vida desprezo.
É a natureza. A criação. A verdade.
A origem. A revelação. A identidade.
De um povo. Uma vida. Uma nação.
Uma cultura. Uma dignidade. Uma canção.
Perdidos no meio do nada.
No meio da caatinga.
No meio da estrada.
Dentro de uma casantiga.
(Marcio Rufino)
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Tarde de Abril

Ela era a mais linda da sala
Tão linda que seu brilho
Refletia nas estrelas
E perdia o sono na travessia da madrugada
Ela queria ver a sessão das cinco
E eu não vencia a distância para convidar
Não atravessava a rua para passear.
Como ela desejava
Não falava o que ela queria ouvir
Tocava o seu rosto com os olhos
Num emaranhado de pensamentos
E palavras que evaporavam no vento
Antes de serem pronunciadas
Ela era tudo
E eu não tinha nada
Nem um pedaço de ilha
Para lhe presentear naquela tarde de abril
Quando ela sumiu
Deixando apenas a paisagem da lembrança
Do outro lado da rua
No caminho da escola.
(Arnoldo Pimentel)
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domingo, 2 de agosto de 2009
Imagens do Pó no Donana








O Donana, centro cultural de Belford Roxo de grande importância para a história cultural e artística do município, que em meados dos anos 1980 e 1990 revelou bandas importantes como cidade Negra, Rappa, KMD-5 e Suburbanda, volta a abrir suas portas pela batuta de seu idealizador, nosso companheiro Dida Nascimento. O Pó de Poesia, por sua vez não podia deixar de prestigiar o evento, onde rolou muita capoeira, poesia, exposições de fotografia e artes plásticas, dança e música.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Louco Currículo

Eu era anjo mandado para cá
Para ajudar na arrumação das coisas.
Depois virei cliente mesopotâmico.
Depois virei escravo egípcio.
Depois virei efebo ateniense.
Depois virei cortesã romana.
Depois virei serva feudal.
Depois virei comerciante renascentista.
Depois virei escravo jejê nagô industrial.
Hoje sou tudo isso ainda querendo ser artista.
Sem casa, sem dinheiro.
Só a vontade, só o sonho.
Só o devaneio, só a loucura.
Mas nesse circo neoliberal
Que faz de mim palhaço
Eu navego em mares cansados.
Cansados de serem navegados.
Mas nesse picadeiro aquecidamente globalizado,
Eu não quero me cubrir em bandeiras;
Me esconder em ideologias;
Me enganar em filosofias,
Pois eu sei que só digo coisas que já foram ditas
E só escrevo coisas que já foram escritas.
(Marcio Rufino)
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domingo, 28 de junho de 2009
Ser

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Embrionário

Testemunhando as misérias humanas que enchem de tristeza a vida no porvir...
Prostibularizando atitudes, criando mazelas, afogando-me nas águas lodosas da ganância.
Alimentando-me com os vícios medonhos que consigo abrigar em minha desventurada e dolorida condição humana.
Fedentinoso, sem forma e vazio, assim vou me submetendo ao crivo da razão.
Com um sorriso esqualido, fabricado na escola da ilusão.
(Ramide Beneret)
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Salve-nos Oh Jorge!!!!!!!!!
Abençoa-nos nos dias de frio
Quando o menino chora sem pai
Quando os pais choram sem seus meninos
Abençoa-nos Jorge
Quando os inoportunos ais nos acometem
De uma bala perdida nos morros
Combata este Dragão por nós
Não deixe que ele nos amedronte mais
Fazendo-nos fugir de nossos sonhos
Combata a causa da dor de cada família
Que na subida ou descida desta Grande Comunidade
Assustada - pede socorro aos santos
Oh Jorge!!!!
Iluminai-nos com sua Grande Luz de Bondade Eterna!!
Fazei-nos em Deus seus filhos e cuidai de nós!!!
Salve Jorge!!!!!!!!!!
Pois estamos órfãos nesta Grande Cidade
Que de Maravilhosa perdeu seu viço
Hoje - neste dia eu fico
Com minha fé em Ti posta
E te peço - Por Sua Lua!
Salve-nos Jorge!!!!!!!!!!!!
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domingo, 17 de maio de 2009
Ensaio Abolicionista

Um sorriso negro... lustroso
Um afago negro... ô negro!
Tens a história, as marcas
As cicatrizes do tempo.
Ah, esse sorriso... negro... brejeiro!
Um olhar de um negro... te explora e te suplicia
Tens a pele ofegante, um jeito marcante
Os sonhos incessantes... se findam na vida.
Ah... esse sorriso... negro... nego
Diz tanta coisa... guerras, dores,
Tens nesse sorriso... o calar, o cantar
O que quero desse sorriso... nêgo...
São os amores do negro.
(Jorge Medeiros - 03/11/1997 - 20:50h )
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O beijo e o Bicho

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sábado, 9 de maio de 2009
Esfinge

Escandalizam-se as canções
Embriagam-se as palavras
Escorrem-se as poesias
Embelezam-se os dias
Enluaram-se as noites
Esplendorosas expressões do amor
Empolga-nos,
Exprimem-nos imensidões
Embora, o que me enraiza,
Empolgantemente,
É a tua esfinge.
(Jorge Medeiros - 01/07/1998 16:00)
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domingo, 12 de abril de 2009
Jardim de Clitóris

Há uma vagina
que em mim é toda espera
Envolta estão as coisas
que você vê e pinta
Pequenas flores coloridas
Buquê de clitóris surrealista
(Ivone Landim)
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O olhar de uma mulher

É um convite.
Pobre de quem pensa
Que é um convite só para o sexo.
Na verdade é um convite para outro universo;
Infeliz de quem acha
Que é um convite só para o namoro.
É um convite para outro mundo
De possibilidades de recomeços
Mesmo que não haja assuntos.
Mesmo que não haja beijos.
É um olhar incerto
Que revela o fluxo de energia
Que nosso coração de anjo e bruxo
Desenvolto em euforia amoral
Consome e estende a cada dia
E deixa fluir para o astral.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Nome limpo
É ter asa.
Prisão
É SERASA.
(Marcelo França)
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Juntos

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Ações do Pó

Marcio Rufino

Marcelo França

Dida Nascimento, Marcio Rufino, Jorge Medeiros, Elisa Lucinda e Ivone Landim

Marcio Rufino, Jorge Medeiros, Dida Nascimento, Ivone Landim e Katia Isnard

Ciclo de leituras na faculdade de Letras da UNIABEU

Ciclo de leituras na faculdade de Letras da UNIABEU

Ciclo de leituras na faculdade de Letras da UNIABEU

Dida Nascimento

Ivone Landim

Ângela Sá-Carneiro, Hélida Mascarenhas, Jorge Medeiros,Ivone Landim, Dida Nascimento e Marcio Rufino

Ivone Landim

Marcio Rufino e Ivone Landim

Marcio Rufino
