
As gotas caem no azul
Tão indecentes como um beijo na boca
Molho o meu corpo
Como se a água fosse saliva
E brotasse dos orifícios da minha pele.
O velho rabo de peixe mexe e remexe
A espuma de água-doce.
Mas a benção desse refrigério
Está na humildade em que eu
Bebo do leite de seus seios
Que foram feitos para amamentar crustáceos.
Água; verdadeiro corpo da terra.
(Marcio Rufino)
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Um comentário:
Olá Marcio! fazia tempo que não vinha aqui, como tambem faz tempo que não aparece lá no Mar, dando- nos a honra de ler seus belos poemas, aparece você faz falta!!
Abraços sua amiga Jane..
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