Pelo mundo para cortar minha carne
Seu canto é a vida
E a vida cortou minha carne
Me deixou desesperado
Pelas veredas incertas das pessoas
Ando pelas ruas
Que se parecem um sertão
Sentindo sede de felicidade
E morrendo cada minuto
Que vivo em vão
Ele soltou seu canto torto feito faca
E meu sangue derramou
E através dos anos me desespero
Sem nenhuma saída
Apenas alucinações me cercam
Me escondo dentro de mim
Mas o espelho reflete minha aflição
Tenho medo
Se a vida me cortar outra vez
Ficarei esquecido.
(Arnoldo Pimentel)
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
2 comentários:
Obrigado Marcio por ter postado essa poesia, é uma das minhas primeiras e foi publicada há 20 anos atrás, nela já retrato minhas aflições, meus medos e minhas desesperanças, coisas que estão presentes até hoje em minhas poesias, sou muito feliz por fazer parte do po-de-poeisa e ter em você um amigo querido e eterno no meu coração.Arnoldo Pimentel
Querido Arnoldo,
Eu é que me sintomuito honrado em ter conhecido um ser-humano sensível e com o coração tão generoso como o seu. Saiba que digo em nome de todo o Pó de Poesia e com toda a sinceridade domeu coração que uma das melhores aquisições do grupo esse ano foi ter conquistado vc para nossa companhia e convivência e com isso aprender muito mais com você e a sua poesia. Abrçs meu amigo um Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Em 2010 estaremos todos juntos, se Deus quiser, transbordando poesia para toda a Baixada Fluminense, quiçá para to do o Rio de Janeiro, quiçá para todo o Brasil, quiçá para o mundo.
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