
AQUARELA
(Poesia dedicada a amiga e artista plástica Gabriela)
Eu pinto sonhos que nem sempre têm asas
Sonhos vividos
Sonhos esquecidos
Sonhos que poderão viver na minha tela
Na minha triste aquarela
Minha tela pode estar pintada de vazio
Silêncio vazio
Cores incolores que mostram meu rosto
Tela vazia incolor que inspira minhas cores
Eu pinto meus temores na madrugada
Onde a tempestade é a verdadeira tela
Onde a solidão disfarçada
Invade o meu quarto pela janela
Eu pinto a solidão do meu corpo
Pinto as cores da minha voz nua
Pinto meus olhos perdidos no infinito
Minha tela é meu próprio grito
Autor: Arnoldo Pimentel
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Um comentário:
Essa poesia dediquei a Gabriela, fiz mesmo para ela, inspirei-me em seus quadros e na sua dedicação pela arte e pela educação.Conheci a Gabriela através do Gambiarra Profana e desejo tudo de bom para minha amiga.Arnoldo Pimentel
Postar um comentário