
I
A espada de Deus está repleta de sangue,
Vibrou sobre a capital do mundo,
Contra sacrílegas Babéis.
O Califa já não dispõe mais de seu harém.
II
Ele sai sereno de sua tenda,
De túnica branca,
E contempla a serpente,
O deserto e o bico das metralhadoras:
Lenda!
Apóia no cajado o peso
De cidades mortas e dos guerreiros de outrora.
Ninguém ousa perscrutar-lhe o coração.
A tenda, o deserto e o cajado
Resumem-lhe a fé, o ser:
Ímpar,
Jamais à venda.
Não imaginam o quanto ele ama,
O quanto os ama
Sob a face justiceira do ódio,
Pois jamais negocia com terroristas.
Lá vem o Pastor...
Hosana!
Felipe Mendonça -
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Um comentário:
felipe,
vi as torres ruirem diante dos meus olhos. não vi pela tv. ninguém me contou.
eu vi. testemunhei. e é assunto sério.
na boa?
não compactuo (nem em poesia) com o "bom intencionismo" que há por detrás da ganância e da hipocrisia de um bush qualquer... nem consigo me emocionar (ou compactuar) com versos de exaltação a pessoas que matam em nome de deus... qualquer deus...
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