
FOGÃO À LENHA
(Poesia dedicada ao poeta Márcio Rufino)
Entrei na sua sala e vi seus quadros reais
Surreais
Criados na sua alma
Com calma
Sem calma
Seus quadros pintados no chão de terra batida
Com cadeiras desfiguradas espalhadas
Um tapete amordaçado
Um canto simples e abençoado
O fogão à lenha aquece o ambiente
E com seu calor dá aquele toque de gente
De gente que gosta de beber caldo de cana
Gente humilde, mas que ama
O feijão preto sai do fogão à lenha fumegante
Ficou ali por horas, sem pressa
Como se estivesse olhando as estrelas
E a lua que um dia será de mel com sua namorada
A noite podemos dormir no quintal
Tendo por teto um céu de estrelas
Para aquecer, no lugar do fogão à lenha
Uma pequena e aconchegante fogueira
E assim poderemos brincar de sonhar
Um sonho simples e feliz
Um sonho recheado pelo sentimento amar
Autor: Arnoldo Pimentel
Um comentário:
Ô meu querido amigo poeta
Muito obrigado pela sua homenagem, pela sua amizade e pelo seu carinho. É justamente os encontros felizes como o nosso que mefaz crer que Deus existe e que é bom e que vale a pena fazer poesia. Qualquer palavra é muitopouca em expressar minha felicidade em me sentir honrado com o seu bem querer. Abrçs!!!
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