

A ave do chão...
Autora: Silviah Carvalho
Um dia...
Um pássaro bonito, porém, solitário, por seu lindo canto é chamado canário, ele tinha uma longa missão, porém, sem saber, pra que lado voar e voar para quê?
Ali no seu ninho exercia o domínio, era dono de si, voar, só por prazer, poucas vezes descia ao chão, o aconchego do ninho aquecia seu corpo, esfriando por vezes o seu coração. Tinha as aves vizinhas, que com seus belos cantos procuravam agradá-lo, eximindo-o de sua missão, mas, um pássaro com uma missão é um anjo com uma espada na mão certo da vitória voa pra vencer. E a ave solitária sai do seu ninho, sem saber ao certo qual o caminho, segue ao norte e pousa no topo de um ipê, pobre canário bonito, deixou tudo o que tinha para o instinto obedecer, no peito saudade do ninho e mesmo muito sozinho outro ninho fez no ipê.
Ali do alto cantava exibindo sua beleza, novo território demarcava com seu canto de tristeza, mas um dia a tempestade revelou sua missão, bateu forte na floresta jogando uma ave no chão.
Seguro no lugar onde estava, o canário a tudo observava, mas pouco podia fazer, via no chão a pobre ave, mas a chuva não o deixava descer.
Porém, mais só, era a ave do chão, com fome, ferida e na tempestade, pouco tempo iria viver!
Mas a ave missionária fez seu título valer, desceu do topo onde estava e a ave ferida veio logo socorrer, cobriu-a com sua asa esperando a chuva passar, aqueceu, alimentou, fortaleceu, até tentou fazê-la voar, porém, a ave do chão, não encontra forças pra se renovar.
Mas o canário cumpre sua missão: Descer, alimentar e proteger.
Isso pode ser alusão?
Por que, sou eu a ave do chão. E o canário, parece você!
Autora: Silviah Carvalho
2 comentários:
Este é um dos textos mais lindos que conheço, pela beleza poética e pela mensagem em si. A tempestade pode ser a vida, e os dois pássaros precisam de ajuda, o pássaro caído precisa de ajuda para voltar a voar, a viver por suas próprias forças e o pássaro missionário precisa da ajuda do pássaro caído, para descobrir sua missão.Parabéns
Silviah, confesso ter me arrepiado.
Lindo!
Shalom pra ti moça...
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