
CORPO MORTO
Sente sombras no quarto
Sente vultos do passado
Paredes balanço
Tempo se esgotando
Sente um aperto no peito
Alucinações abrindo a janela
Sente todo arrependimento
Todo sofrimento
Sente gotas de suor descendo pelo rosto
Rosto pálido
Quadro feito por estar só
Garganta apertada pelo nó
Sente asas no seu corpo
Sente felicidade
Liberdade
E sai voando pela janela
Livre e solto
Cai no passeio já morto
2 comentários:
Que "Corpo morto" maravilhoso, este Blog é magnífico, belo trabalho. Brilhante trabalho poético do "Pó de Poeira".
Parabéns aos poetas que fazem parte desta deliciosa família.
Bjks,
Sulla Mino
Ficou um mimo seu poema.
Voltei a escrver o soneto "Ébrio". meu colega poeta achou-o perfeito, com rimas bem colocadas e um ótimo tema. Você que não gostou dele. Mas não se pode agradar a todos, não é mesmo?
Um abraço.
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