
DESARRANJO
Autora: Luciene Lima Prado
Luciene é formada em letras, professora de Literatura, Português, Inglês
Nem o campo nem o abrigo,
Nos momentos que não durmo,
Acolhem meu desaprumo.
A me firmar não consigo,
Segue-se o tempo em curvas,
Onde me entonteço.
Cada pensamento um tropeço,
Que se esfriam nas chuvas;
Faço do que não quero meu transporte.
Nem a rua nem a cama;
Envolvida pelo fastio que me chama,
Eu, então, me calo e me dito a morte.
8 comentários:
Desarranjo é um sonetos mais belos de uma das melhores poetisas que conheço.
Obrigada, Arnoldo.
Nãoe stou mais dando aulas e nem sei quando voltarei a exercer a profissão dr professora.
Esse poema não é um soneto.
Eu ia escrever poema, errei na hora, vc escreve muitos sonetos,foi por isso,rsrs
poxa, mas eu estava achando tão bonito...
Nem todos tem sensiblidade o suficiente para reconhecer uma doce e singela homenagem. É triste. Mas valeu a intenção Arnoldo. Abrçs!!!
Se cala a morte e a dor, contudo grita com desdém a vida que lhe chama.
Que beleza esse poema! Esse desarranjo me lembrou o desconcerto camoniano e um pouco o gauchismo de Drummond.
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