Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
domingo, 25 de julho de 2010
Para os destemidos...
sábado, 24 de julho de 2010
SONETO EM AMARELO

SONETO EM AMARELO
Deixo-te a fragância da erva-doce
As sílabas aladas de um poema
O conforto seco de uma novena
Deixo-te tudo que comigo eu trouxe
Quando nas tuas idéais flutuantes
Vires minhas silhueta no orvalho
Ou na grandiosidade de um carvalho
Estarei no amor que tu me abranges
Da ausência que me faz presente em ti
Florescem surrealismos de Dali
Nos canteiros áuricos de Van Gogh
Naquela tarde, adiante de um iogue
Serei eu a rotomar sobre os raios de sol
Silenciosa tal qual um caracol
Autora: Luciene Lima Prado
quinta-feira, 22 de julho de 2010
FEBRE

FEBRE
Vem da febre
O meu lamento
O meu tormento
Meu sustento
Vem da febre
O suor seco
Que escorre pelo meu corpo
Quase roxo
Vem da febre
Minha cicatriz
O mormaço
Do meu bagaço
Vem da febre feito cicatriz
O lamento do meu corpo
Seco de querer viver
No tormento de não ter porque morrer
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Descansou...
Ele queria voar...
Mas não sabia como alçar vôo.
Ele queria galgar...
Mas não tinha iniciativa de prosseguir.
Ele sentia amor...
Mas não sabia expressar tal sentimento libertador.
Ele queria se curar...
Mas a fraqueza dominou o que era forte e prevaleceu.
Ele queria ser feliz...
Mas as tristezas da vida, dominaram aquela alma ferida.
Ele queria ver a luz...
Mas em vida, não conseguiu enxergar.
A morte chegou...
E então ele descansou em terra fértil, no jardim celestial.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
A Gambiarra Profana no Cine Clube Digital com a poesia Angu
Poesia de Karl Marx, Sergio-SalleS-oigeS, Fabiano Soares da Silva, Rodrigo Souza e Lenne Butterfly.
Participam desta performance Dida Nascimento, Inon, Rafael Garcia, Fabiano Soares da Silva e Sergio-SalleS-oigerS.
Sob as lentes de Rodrigo Souza e Lenne Butterfly com edição de Sergio-SalleS-oigerS.
Guardiã
Eu guardo.
Sou sua guardiã.
Nosso pomar daqui por diante
Florecerá mais maçã
Se o pecado for essa fruta
Te guardo no seu fracasso
Mas a vida não é só acido
E por você o amor eu caço
Sou guardiã que floresteia
Sou guardiã que cultivo pedras
Sou guardiã que águaceia
Sou guardiã que te solta no ar
Porque guardo você de tudo
Menos do direito de amar.
Ivone Landim
Todos os direitos reservados.
domingo, 18 de julho de 2010
O protesto foi o tempo...
É tudo inópia!
Cata-lata

Cata-lata,
Tanta praga
Que se abate
Sobre ti:
Cata-lata,
Vira lata,
Deus de lata,
Tanta lata
Que enferruja
E te fere
Bem a mão.
Cata-lata
Que não fere
Não maltrata
Quem te fere,
Quem te mata.
Só suplica
E suporta
Catar lata,
Catadura
Do esmoler
Que te dá
Sujo cobre,
Suja gente
Que se pensa
Ser de prata,
Pura nata,
Quando é rata
Nos altares
Genuflexas:
Dura cata,
Dura lata,
Lá na Lapa,
Onde dormes
Contemplando
Catadupa
De astros mortos.
Cata-lata,
Esse Deus,
Essa gente
Que é de lata,
Tu não matas,
Mas se tal
Não fizeres
É porque
Já é lata
E não carne
Que te faz
Ser humano.
Salva, então,
O que em ti
Inda é carne,
Não de lata –
Consciência
Do que é lata,
Catar lata
E te mata,
Condição
Que enfim tu
Não mais queres
Aceitar,
A-catar! –
Catar lata...
Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.
sábado, 17 de julho de 2010
ILHA DA VIRGEM MAGRA

ILHA DA VIRGEM MAGRA
Na noite do meu desespero
Amarrado ao tronco
Sinto as dores e as marcas da chibata
Enquanto as névoas levam meu barco
O barco da minha liberdade
Que entre névoas ganha o mar
Lágrimas cativas escorrem pelo meu rosto
Enquanto as névoas acabam por me afogar
Névoas que são chicotes
Sede sem holofotes
Corpo a sangrar
Liberdade perdida que ganha outro mar
São apenas névoas
Que invadem o coração
Névoas
Que o vento não leva
Névoas que embaçam
Meu canto
Escondem minhas dores
Naufragam meus amores
Névoas que habitam meu lago
Que abrem feridas
Que passeiam pelo meu corpo
Quebrando todos os meus cristais
São apenas névoas
Que camuflam meu horizonte
Que levam pra longe meu bem querer
Delírio do meu viver
São apenas névoas
Que o vento não leva
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A Gambiarra Profana n° 7
Inauguração do Espaço África-Brasil em Belford Roxo


Tataio ao lado da gourmet do espaço cultural


Dida Nascimento e Ras Bernard

Suburbanda

Walney e Emerson da banda Inquérito

Everaldo Pires e Marcio Rufino

Pó de Poesia

Gambiarra Profana

A poeta Ivone Landim

Apresentação de Hip-Hop da banda Inquérito
Na noite de 15 de julho foi inaugurado mais um espaço cultural em Belford Roxo no bairro Farrula pertinho da E. M. Heliópolis. Trata-se do bar África-Brasil que tem a frente a figura de Tataio. Segundo Tataio, o maior objetivo é fazer do espaço um grande centro de articulação, discussão e interação entre as várias linguagens culturais e artísticas da baixada Fluminense como a música, a poesia, o teatro e as artes plásticas.
A noite foi embalada com shows das bandas Suburbanda, Inquérito, Nação Zumbi e as participações especialíssimas de Ras bernard e Walney que relembrou ao lado de Dida Nascimento os áureos tempos da banda negril nos anos 1990. O Pó de Poesia ao lado do Gambiarra Profana foram responsáveis pelas performances poéticas.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Casa dos poetas...
É um lugar cheio de riquezas
Cheio de cores, cheio de idéias e vida.
Saem pelas janelas em forma de furacão.
(Homenagem à todos os poetas)
domingo, 11 de julho de 2010
O A M O R

O amor é um parafuso
Que precisa preencher espaço
Ir além do buraco
E nele pregar a peça
O amor é um parafuso
Enferrujado, em desuso
E por mais que o meio meça
Falta sempre um cavaco
O amor é um parafuso
Pregado segura a arte
Ele vê de qualquer parte
O dogma, o sândalo; o obtuso
O amor é um parafuso
Cuja a fenda é o apertar-se
Por isso ao amar - ao dar-se
Esqueça o cobrar. Use-o.
Silas Correia Leite
Todos os direitos reservados
http://www.palavrarte.com/poemas_poetas/poemas_silas.htm
Sentido interno...
Levantaram a poeira, que eu achava que jamais sairia do porão.
A devastação foi tanta que o uivo do lobo que ansiava me devorar
Se perdeu no espaço, foi abortado.
Não se ouvia nem mais os ecos ao meu redor.
A vingança foi a perda dos meus cincos sentidos,
Eles caíram no chão.
Se misturou com a poeira grossa e astuta
Que afligia o meu coração e me tirava a direção.
A floresta da minha morada estava abandonada, exilada,
Sem direito a pedir revogação.
A cadeira velha que me levava ao passado cansou-se de mim.
Era inútil limpar-lhe a poeira, já estava sem eira nem beira.
sábado, 10 de julho de 2010
CASULO

CASULO
Acho que nunca me senti
Tão triste
Nunca me senti tão só
Como quando sai do casulo
Naquele dia que iniciei
Meu mergulho
Na árvore da vida
Na busca da minha sina
Nunca fiquei tão triste
Como no dia
Que não ouvi suas palavras
No dia que amanheceu
Sem nuvens
Para me entender
Nunca me senti tão triste
Como no dia que sai do casulo
Sem ouvir suas palavras
E rabisquei meu destino na areia
E depois dei meu último mergulho
Numa das noites que a solidão semeia
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Que assim seja...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Da morte, para a vida...
terça-feira, 6 de julho de 2010
A Maior Tecnologia da Educação

Me pediram para fazer um poema sobre tecnologia e didática
Mas há tantas provas, tantos estudos, tantos exercícios
Que não consegui realizar a proeza de forma assim tão prática.
Me pediram para fazer um poema sobre didática e tecnologia
Mas há tantos problemas, tantos pensamentos, tantas técnicas
Que mesmo tentando buscar em vários discursos, em diversas teorias
Não teve como atrair as palavras e organizar as métricas.
Mas quando o tema bate na porta do pensamento
E este sente o fusco-fusco da inspiração
Nascem divagações, fantasias e teoremas
Que tomam seus contornos e invadem a imaginação.
Pensei então na imprensa, filha de Gutenberg
Na expansão marítima das Grandes Navegações, mãe da globalização
Na "Belle Époque", filha da industrialização
Na aventura intelectual da internet.
Descubro que entre o desenho da letra no quadro negro à giz
E a pintura da parede de pedra na caverna
Há o instrumento, a máquina, a mola propulsora e natural
Que pela emoção, pelo ímpeto, pela ousadia
Cria as diversas linguagens e atinge suas metas.
Entre o retroprojetor e o data-show
Entre o dvd e o vídeo cassete
Há uma força geradora que a vida conclamou
E em nossos valores o caminho remete.
Entre a disciplina, a cultura e a preservação
Entre a sabedoria, o conhecimento e o encanto
Eis a maior tecnologia da educação
Que é o próprio elemento humano.
Marcio Rufino
Todos os direitos reservados
segunda-feira, 28 de junho de 2010
VULTO FERIDO (TRILOGIA DO BAR)

VULTO FERIDO
É ali que me sinto feliz
Entre um drink e outro
Nasce minha poesia
Esqueço a amargura do dia
É ali que me encontro
Que me desencontro
Que deixo garrafas partidas
Que vivo minha vida sem vida
Sou apenas um vulto no bar
Um vulto que não serve para ninguém amar
Um vulto que só sabe chorar
Sou um vento que passou na mesa do bar
Um vento que não toca nem a flor
Um vento que nasceu sem cor
Sou um vento ferido
Um vento ferido que não sabe amar
Que não sabe soprar
Na direção do mar
OCASO DE UMA VIDA (TRILOGIA DO BAR)

OCASO DE UMA VIDA
A garrafa ficou vazia
Sobre a mesa do bar
Não tem nada na vida
Não aprendeu a amar
Está sem cores
Perdeu seus pudores
Enquanto tentava ajeitar a gravata
Apenas para se enfeitar
As ruas estão cambaleando à sua frente
Esqueceu os dormentes
Que usaria para poder se deitar
Seu sol não vai nascer
Seu corpo esgotado vai estremecer
Enfim, vai cair e não mais viver
domingo, 27 de junho de 2010
Escravo

A Antônio Franco Alexandre
Escravo escrevo
De tudo
Ou
De quase tudo,
De becos e tiros
De ruas e fuzis,
De largas avenidas,
Livros e vitrines,
De alvoradas e crepúsculos,
De estrelas e amplidões,
De luas e bondes,
De portos e naus
Que apontam
Magoados
No horizonte
De concreto e fastio.
Na escrita,
Nem tudo é livre
Como na fala
Que livre
Perde-se longe,
Prolixa,
Com suas pontes
Frágeis, feéricas,
Pois a da escrita
É fixa
De madeira
E prego,
Embora levadiça.
Escravo escrevo
Da escrita,
Da vida
Que o corpo mancha
E o levita
No espaço
Sintático do ser.
A palavra amiga
Súbito
Assume brusca
Estranheza
Na sintaxe
Quase estrangeira;
Quer agora
Ser ferida de beleza.
Escravo escrevo
Da escrita,
Livre de tudo
Ou
De quase tudo,
Do que não é
Obtuso, escuso,
Sujo, da límpida
Retórica de tribuna,
Escravo do que aéreo
Se espatifa
No chão úmido,
Túmido
De súbito sangue.
Na escrita,
Nada é escravo
Do corpo livre da fala.
Escrita
Que tantas vezes
Cala,
Porque nela
Não há altercação,
Interlocução,
Copiosos gritos,
Mas leitura,
Grave tessitura
E leitores
Reclusos
No silêncio.
Na escrita
Nem tudo fala,
Mas deixa
Lido,
Movediço
Na ante-sala
Da escritura –
Face marmórea
Do instável
Onde escravo
Escrevo inscrito.
Na fala
Quase nada escreve,
Inscreve-se,
Embora fóssil
Vire gramática,
Escrita escrava
Do corpo
Que foi fala.
Escravo escrevo
Proscrito da fala,
Inscrito na escrita
Em meio a tudo o que fala
E que escravo se inscreve.
Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.
sábado, 26 de junho de 2010
ANJO CINZENTO (TRILOGIA DO BAR)
ANJO CINZENTO
Talvez a noite não seja estrelada
Não tenha um céu cinzento
Mas tenha um licor na mesa do bar
Para que aqueça um pouco o relento
Os olhos já não sabem dos anjos
Não medem pontes
Não querem se esconder da chuva
Ainda sonham com a fada escondida na fonte
Talvez o bar seja apenas outro lar
Onde possa esconder a tristeza
Até a saudade passar
Talvez a vida esteja mesmo na mesa do bar
Nos olhos que já não querem sonhar
No coração que já não pode amar
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Voltou a ser o que era...
Queria invadir: as ruas, as casas, as almas e os corações.
Mas a rua, de ousada que é, ficou em colibri.
A casa, de família que é, ficou em vigília.
A alma, de sensível que é, vestiu-se com armaduras.
O coração, de emoção que é, transformou-se em um leão de coragem.
O céu queria mesmo é ser o centro das atenções...
De forma que todos que estivessem felizes, se contagiassem com sua tristeza.
Então a rua lhe disse: volte a ser o céu azul que me iluminava.
A casa aconselhou: a vida, nem sempre vai ser florida, mas você pode ser azul, ainda que tristeza.
A alma explicou: tem dias que é assim, ficamos vulneráveis, mas é preciso força, para não nos deixar abater.
O coração incessantemente pediu: volte a ser anil.
Busque dentro de você sua galhardia...
Você tem essência divina, não permita que as trevas invadam seu infinito.
O céu, emocionado, rendeu-se...
Permitindo-se novamente ao calor do amor.
E todo o seu firmamento voltou a ser esplêndido.
(((Camila Senna)))
terça-feira, 22 de junho de 2010
À Caminho da Fantasia

Atravessei paredes.
Sobrevoei pântanos.
Penetrei buracos.
Invadi cidades.
À procura da fantasia.
Desabei sobre árvores.
Saltei sobre cercas.
Desafiei reis.
Barganhei com bruxas,
sendo eu também um bruxo.
À procura da fantasia.
Percorri florestas.
Tomei cavalos.
Alcovitei com as estrelas.
Destrui magias.
Criei outras.
Sai de dentro dos outros.
Entrei dentro de mim.
Enfim, encontrei a fantasia.
Marcio Rufino
Todos os direitos reservados.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Não tente me colocar amarras.
Lugar que só eu sei a cor, o cheiro e o visual.
Com toda minha impetuosidade...
Ouvindo o som do mar a cantar e me entregar...
Sem se quer para trás olhar.
Respirar me sentindo leve como um pássaro.
Viva e linda como uma flor.
Ainda que o lugar pareça de mentira.
Eu construo ele dentro de mim com a minha verdade.
Sem tão pouco me importar com as suas mentiras...
Que não me levam a lugar nenhum.
Transporto esse lugar para dentro do meu ser...
Elevando minha alma, me deixando transfundir.
Querendo e gritando com todas as minhas vísceras...
Desejando todos os dias que ele faça morada em mim.
"Tenho garras de águia
Não tente me colocar amarras
Não preciso de máscaras para me mover..."
Faço da trilha obscura noite de fantasia.
Com vagalumes me iluminado...
Com a mãe natureza me guardando...
Dizendo: vai filha, essa é sua morada.
Você sonhou, acreditou e atraiu...
Agora ela existe, se tornou real.
O que eu aspirei não é mais fictício,
Pois enquanto correr sangue em minhas veias...
Ei de proclamar o que eu sonhar.
Meus pés são saudáveis...
Mas as minhas asas são velozes...
E conseguem entender rápido...
O que se passa no ímpeto do meu ser.
A vontade de ser audaz é estupenda
Me faz forte...
Me faz feroz..
A ponto de lutar pelo que eu acredito,
Que eu posso ser, e possuir.
Quanto as minhas asas? Ah, elas vão morrer comigo!
sábado, 19 de junho de 2010
A AVE DO CHÃO


A ave do chão...
Autora: Silviah Carvalho
Um dia...
Um pássaro bonito, porém, solitário, por seu lindo canto é chamado canário, ele tinha uma longa missão, porém, sem saber, pra que lado voar e voar para quê?
Ali no seu ninho exercia o domínio, era dono de si, voar, só por prazer, poucas vezes descia ao chão, o aconchego do ninho aquecia seu corpo, esfriando por vezes o seu coração. Tinha as aves vizinhas, que com seus belos cantos procuravam agradá-lo, eximindo-o de sua missão, mas, um pássaro com uma missão é um anjo com uma espada na mão certo da vitória voa pra vencer. E a ave solitária sai do seu ninho, sem saber ao certo qual o caminho, segue ao norte e pousa no topo de um ipê, pobre canário bonito, deixou tudo o que tinha para o instinto obedecer, no peito saudade do ninho e mesmo muito sozinho outro ninho fez no ipê.
Ali do alto cantava exibindo sua beleza, novo território demarcava com seu canto de tristeza, mas um dia a tempestade revelou sua missão, bateu forte na floresta jogando uma ave no chão.
Seguro no lugar onde estava, o canário a tudo observava, mas pouco podia fazer, via no chão a pobre ave, mas a chuva não o deixava descer.
Porém, mais só, era a ave do chão, com fome, ferida e na tempestade, pouco tempo iria viver!
Mas a ave missionária fez seu título valer, desceu do topo onde estava e a ave ferida veio logo socorrer, cobriu-a com sua asa esperando a chuva passar, aqueceu, alimentou, fortaleceu, até tentou fazê-la voar, porém, a ave do chão, não encontra forças pra se renovar.
Mas o canário cumpre sua missão: Descer, alimentar e proteger.
Isso pode ser alusão?
Por que, sou eu a ave do chão. E o canário, parece você!
Autora: Silviah Carvalho
MAR DE ROSAS (Sylvia Araujo)

E o mar,
Vestido de preto,
Cravejado de noite,
É corpo despido
-Lançado na areia.
Na brisa,
Quase sem vida,
Vive.
Do cheiro das rosas,
Do leito nu
Invadido de amor.
Autora: Sylvia Araujo












