Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
sábado, 7 de setembro de 2013
Na rua
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Sarau Donana de julho - 5 anos de Pó de Poesia
-
Valéria de Assis
Gabriela Boechat
Marrone
Slow da BF
Vicentinho Freire
Marcio Rufino
Poeta Xandú
Ivone Landim
Dida Nascimento
Iverson Carneiro
Átila Bezerra e a banda Gente Estranha no Jardim
Camila SennaO coletivo Pó de Poesia nasceu do desejo da poeta, professora de Literatura e ativista militante lítero-cultural Ivone Landim em criar um grupo que além de ter na poesia falada a sua principal linguagem, também abraça-se outras expressões artísticas como o teatro, a música e as artes plásticas - além de interagir com outros movimentos culturais e se comprometer com as principais causas sociais de nosso tempo. Sendo assim em meados de 2008, Ivone - que já era oriunda do Desmaio Públiko, grupo de poesia que agitou a cena cultural da Baixada Fluminense na década de 1990 - num bate-papo com o músico Edu Carval no bar Floresta em Nova Iguaçú, resolveu por sugestão deste batizar o coletivo com o nome de um de seus poemas Pó de Poesia
"Pó de Poesia
Não envelheço
Porque uso pó de poesia
Assim as rugas se renovam
E um novo tecido se tece.
Uso pó de poesia
Para retirar a poeira do esqueleto
Ressuscitar o que está morto
E dá um novo verso ao rosto.
Uso pó que me leva às trilhas
Ilhada que sou entre avó e filha
Uso máscara
E escondo as marcas de cada dia
De um cotidiano sem graça.
Uso pó
Pra sumir e não achar
A idade da poesia..."
(Ivone Landim)
Ivone, então, convidou o músico Dida Nascimento, o ator, poeta e educador Marcio Rufino, o poeta e pedagogo Jorge Medeiros, entre outros poetas, artistas e educadores da Baixada Fluminense para uma série de reuniões no bar Floresta, no espaço cultural Sylvio Monteiro e na Praça do Skate, os três lugares em Nova Iguaçú, para leituras e declamações de poemas de autorias próprias.Ivone também redigiu um incisivo e panfletário manifesto que passou a ser o lema do coletivo.
Manifesto do grupo cultural "Pó de Poesia".
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão.
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretencioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
( Ivone Landim )
Nesses cinco anos o Pó de Poesia teve a aquisição de mais integrantes como os poetas Arnoldo Pimentel, Camila Senna, Felipe Mendonça, Doris Barros, Valéria Assis, Anderson Lima, Idimarcos; o ator Ramide Beneret e a artista plástica Gabriela Boechat.
A partir de 2010, o grupo passa a produzir e apresentar todo último sábado de cada mês o Sarau Donana no Centro Cultural Donana em Belford Roxo. O sarau sempre temático aborda temas pertinentes às atuais causas sociais como movimentos de diversidade racial, de mulheres e LGBT em meio a muita música, poesia e arte.
"Falar de Homofobia em meio à Poesia.... nunca imaginei que essa junção pudesse dar certo! " Diz encantada a ativista militante do grupo LGBT AGANIM Marisa Justino.
O coletivo Pó de Poesia não goza de nenhum patrocínio. Edita fanzines através de colagens artesanais feitas pela própria Ivone; tem seu próprio blog http://po-de-poesia.blogspot.com/ e mantém parcerias com importantes movimentos culturais do Rio de Janeiro como Movimento Enraizados, Cineclube Buraco do Getúlio e Movimento Culturalista.E a festa de aniversário de cinco anos desta poética trupe não podia deixar de ter sido na última edição do Sarau Donana da noite de sábado do dia 27 de julho. Uma noite que o CCDonana homenageou o poeta Iverson Carneiro e os poetas-residentes Gabriela Boechat e Marcio Rufino.A noite foi encerrada com um eletrizante show da banda meritiense Gente Estranha no Jardim e um delicioso bolo de aniversário.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Não MENOS...
Frida Sofrida
Mas não Menos Cálida
Kahlo dentro do gargalo
A Dor que Arde mas Finda!
Camila Senna.
Cine Soneto
A tela gigantesca que brota na parede escura
Projeta em nossos olhos cenas de amor e de luta
Em clima incandescente que de forma quente tange
Sons que incitam histórias que vão do sexo ao sangue
Vida; roteiro inacabado de filme
Homens; personagens inverossímeis e às vezes firmes
Reflexos da risonha lágrima do trapalhão
Sob a lâmina da faca raivosa de Lampião
O foguete que fura o olho da lua
Explode no impacto do cinema falado
Almodovariano colorido de um pecado e sua rua
A lente da câmera indecente do fotógrafo
Lateja perplexa diante de minha alma seminua
Bastarda inglória incendiando o cinematógrafo.
Marcio Rufino
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Pó de Poesia e Movimentos Enraizados: juntos e misturados
Marcus Vinícius
Camila Senna
Idimarcos
Moduan Mattus
Maria Luíza Rodriguez
Marcio Rufino
A poeta Sil e sua filha Marília
http://youtu.be/VJjSbeE2s2M
http://youtu.be/Vh0CG2juNmk
http://youtu.be/3NsiSGdvIhY
http://youtu.be/hWcoYN3BSr0
http://youtu.be/r37xJcO7Ha4
Em maio O Movimento Enraizados promoveu o evento Banca Free Style em sua sede em Morro Agudo, em Nova Iguaçú onde rolou muito hip-hop, rap e poesia. O Pó de Poesia não deixou de estar lá junto com outros poetas da cidade.
sábado, 22 de junho de 2013
Silvano e Taís
sábado, 1 de junho de 2013
Silvano
domingo, 26 de maio de 2013
"hades,"
despe! a condição por outra hora em cortes-motivo
ao linho das vestes que te cobrem o todo gosto
breve! minha íliada repartida em suaves laços teus..
horizonte destas peças insanas e um livre arbítrio..
..de nivelá-la pois, de início e ao pouco ato do corpo
era tão breve.. este passo, este alvo: e desprendeu
deu-te cordas em soltas formas e agora, balança
pelo ar, pelos tais meios que te contam, (e)à chama
ora, me dorme o teu lado possível, teu esboço, até..
a minha mão me espreme, os meus olhos vão em pé
e. pé ante pé, eu teimo! à cada causa voraz que(a) cair
e. pé ante pé, eu queimo.. o meu inferno e o teu nome lá
por referir-me em exato proposto réu deste reino a ruir
por descer-te à metade do que bem espero onde não te há
Soneto de Azke
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=248410#ixzz2UP1Oo6GV
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Aos homens
sábado, 18 de maio de 2013
no salto, no batom e no Gros...
o celular toca.
era aquela voz...
mais importante que tudo
(até) que comprar um vestido novo.
bah, para o começo do apocalipse!
Bahhhh!
só vou atender mais hoje...
(eu juro!)
afinal,
nem fui eu quem matou esse tal de silencio.
e amanhã,
tenho uma péssima memória
... e o celular idem.
depois,
compro uma passagem, e sumo.
(nunca tão perto... que possa atender de chinelos)
o mundo nem vai precisar da ONU.
Deus há de entender!
não atender, hoje em dia, é crime!
... ainda não dá cadeia.
(dá pra acreditar?)
mas... se passar pela mãe
é mortal.
(três tiros)
direitos de uma voz?
(nenhum)
e acaso alguém já imaginou
um humano depois de três drinques...
declarando guerra a um celular?
(aí só cortando relações)
pelo amor de Los Angeles
faço um orçamento de penitência
sozinha no banheiro, com a luz apagada.
retribuo em orações.
no salto, no batom e no Gros.
um lençol, um cobertor, uma Bíblia.
pelo meu ego e o de minha mãe...
vou viver acima de dez centímetros
do abismo de um celular...
mesmo que essa voz... saia aos gritos.
to pronta.
Poema de Vânia Lopez
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=247793#ixzz2TgMgpGR1
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
quinta-feira, 16 de maio de 2013
sábado, 11 de maio de 2013
Até que surjas com a alva, querida...
busco-te, incessantemente, querida
porque não vens, cobrir-me, agora
com teus beijos, carícias, delícias,
aliviando o amor que aflora
ah...! Verei-te, verei-te, ataviada...
coroada com flores e honrarias,
subir, com majestade, as escadas,
sob vozes: "Deixai subir a rainha!"
haverá na terra, melodia suave
e, no céu, revoada de andorinhas,
E com essa alegria que já não me cabe
Beijar-te-ei e direi-te: "És minha..."
Durante...
Acordai, gorda preguiçosa, vadia
que ronca como uma porca medonha
vai lavar aquela louça na pia
ao meio dia ainda babas na fronha
escovai, urgentemente, os dentes
teu hálito causa-me ânsia de vômito
ah, e tens asseado-te recentemente?
ou lembras a data do último banho?
como enfada-me tua presença
tento descobrir o que vi em ti
saio, se vens, sem licença
quando apareces penso em sumir
Depois...
Sr Juiz, quero nesta partilha
a posse de todos meus bens
pagarei, de bom grado, à três filhas,
a pensão que lhes convém
soltas as amarras, estarei livre
para envelhecer com dignidade
e a alegria que à muito não tive
me espera nas praças de toda a cidade
Ah... só, enfim só! que alegria...
Daria poesia se eu fosse poeta...
Mas, pergunto, agora, nesta cozinha,
quem lavará as minhas cuecas?
Bem depois...
Até que ela era legal, penso assim,
não sei se é saudade ou nova paixão,
mas, será, que, hoje, aquela infeliz,
está feliz com o Ricardão?
...
ByCláudioCHS
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=247538#ixzz2T1tYfLK7
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Sonho
domingo, 5 de maio de 2013
Qual de mim sou eu...?
não é simplesmente
um gênio do conhecimento
dos sentimentos humanos;
na verdade,
não há gênio
(e nem conhecimento),
o que se passa
é que não passo
a palavra
a personagens,
nem empresto a voz
a ilustres heterônimos:
dividem-se, em mim,
dois pólos,
que não se comunicam,
não dividem o espaço;
cada um,
a seu tempo,
preenche-o completamente,
assenhoreiam-se,
dominam-no,
como se não tivera
outro dono.
São pólos inconciliáveis,
incomunicáveis,
incompatíveis de gênio.
Senhores de si
e as vezes de mim,
confundem-me,
são cheios de razões.
Não sei o que sou,
são parasitas...
alimentam-se
da minha consciência
e só percebo
que não são eu
quando se vão,
mas... alternam-se
tão rapidamente
que nem tenho tempo
de ser eu mesmo...
Eu? Desculpem-me:
quem sou eu...?
Não sei...
Só sei que não sou eles
(mas também não sou eu...)
pois no curto espaço
de tempo
em que se ausentam,
sou apenas
o vácuo,
vazio absoluto...
Deus, olha pra mim...
e cura-me!
antes que julguem-me,
e condenem-me...
porque
ninguém
irá
exorcizar
o que não são
possessões,
mas dualidades:
euforia e medo...
Poema de byClaudioCHS
http://progcomdoisneuronios.blogspot.com.br
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=247176#ixzz2SSB7xqEv
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives






















