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Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Só de pensar…
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Hoje...
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Eu fiz o que toda criança faz:
Brincar.
Eu fui o que todo adolescente é:
Rebelde.
Hoje eu faço poesia,
Rimo minha vida,
Decoro meu coração,
Me peço perdão.
Camila Senna
A última música
...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Saia pela boca
cantai as letras sem vozes
cantai a canção das possibilidades
cantai o evangelho dos justos
(e a ironia desse momento)
cantai a música vadia
que aquece os lábios
(abordados pelo seu nome)
duvide dos meus sentimentos
comente a distancia
com palavras dóceis
provoque embaraço amoroso
confesse chantageando
retribuo limpando vidraças
varrendo atrás dos móveis
lavando o chão da cozinha
encerando o dia
zombando desejosa
“brincando que eu te amo”
Poema de Vânia Lopez
terça-feira, 24 de maio de 2011
os restos soprados
pelo vento do passado
catei os mil pedaços
silenciosamente
eram vias, eram veias,
eram vultos e olhares.
Os vestígios desordenaram
a coreografia do meu ser
e surgiram depressões,
alergias, dopaminas
e assim mesmo
o coração pulsava
querendo enganar-me
novamente.
Jorge Medeiros
(22-04-2011 - 01:25h)
Vago
sendo
lado dos meus ensaios em sombra morta
(aleatório devaneio de mim..)
meu
anseio de letrar em curso
sendo
passo.
frente/rente, sempre! em.
meada criada da manhã
onde,
lá.
não, eu nao quero acordar..
"ontem, me encontrei.
vi meus olhos às claras em lume frio,"
em.
vãs tentativas absortas de um preço-árduo qualquer
à
letra. que me define por um campo,
meu..
campo de ilusão despertencida,
à
quimera dos meus dias em sobrevida, em.
tela-declínio..
mata-me!!
cada vez que eu não te respirar
mata-me!!
incinera minhas mãos e enlaça-as a este corpo
à.
minha túnica de desespero rompante
(única. de, ti..)
calor-inumano, descrente, in.alcance
letra
treva
anelo dos meus preferidos lugares de fuga
não..
me vê, não me vê..
convulsão e carta
mata-me!!
desafia o meu impeto de saltar deste abismo
mata-me!!
deixa-me só..
letra destes dias inconstantes,
breve(...) o. meu
tempo,
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Poema de Azke
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E nem sequer vou saber
na gaveta de cima
vai poder me imaginar
na sua cabeça
vai tocar aquela música
noite e dia
até seus dedos sangrarem
dentro de um velho suéter
irá tentar manter o mundo
pulsando intensamente
...o pensamento d’eu sair
vai alimentar agasalhar
e dividir a casa contigo
atrair seus olhos para uma vela
enquanto muda sua chama
o suor vai aparecer
junto às lágrimas
irá perder o sorriso
emoldurado no espelho quebrado
vai deitar e morrer...
(como uma flor na garrafa)
Poema de Vânia Lopez
sábado, 21 de maio de 2011
+ Pensamentos Dispersos
O Poeta pede esmola aos mendigos.
*
Para ser um grande poeta é preciso ser um bom filósofo e para ser um grande filósofo é preciso ser um bom poeta. Poesia sem Filosofia sai quadrada e pesada como blocos de cimento, fica pernóstico, difícil de engolir.
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Cada poeta defende seu Tempo. Mas não existe mais O Poeta, assim como não se tem mais tempo.
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É preciso certo grau de erudição para atingir a simplicidade?
*
Vícios de linguagem são marca-registrada.
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Há quem escreva mal, quem escreva errado e quem escreva mal e errado. Embora a função do escritor seja a de prender o leitor para libertar a sua alma.
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Se não houver preocupação social na Arte, não haverá informação, e, se não houver informação – para quê Arte?
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Como pode haver uma “classe artística”, se os “artistas” não têm “classe”? São TODOS inclassificáveis!
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Muitos escrevem para o público; alguns escrevem para os críticos; e outros, mais extravagantes, contentam-se em escrever para si mesmos.
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Emoldurar espelhos reflete o painel da Arte Contemporânea.
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Quem fala sozinho, conversa consigo.
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A cópia da cópia da cópia da cópia é sempre uma página em branco.
Texto de Andri Carvão
Diga boa noite a sua alma
ao atravessar a rua
estava tocando Natchez
o sol te perseguia
e eu imaginando a luz do sol
sendo absorvida por ela
(tal qual minha memória)
a noite deslizou nos braços da lua
parecias solitária por dentro
(na rua) embaixo das estrelas
me invadiu uma saudade
(e eu aqui prisioneiro do meu corpo)
eu te abençôo
por caminhar em tal beleza
estiro-me ao chão e tenho a sensação
de ser dono do mundo
...se ao menos ela ficasse
longe de meus olhos
ofereceria minha alma
(como travesseiro)
Poema de Vânia Lopez
A manhã do poema
tônus de tez fresca,
rosto sem esperas,
ou verdugos.
E ninguém ouve os urros,
do ventre que vibra,
até o avesso,
para acordar um olhar !
Amanhece,
entre as frisas dos poros.
e em que pese a pausa,
de palma e poema,
na voz delirante,
do inquilino a bisbilhotar...
A vida valsa com o verso arfante,
e invade um coração para morar !
Poema de Nina Araújo
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ébria passagem
Num trago, a goela,
Em escura viela
Cai num baque seco.
Num resmungo passa
O seu canto mole
E o sonho encolhe
No vazio da taça.
Vai em ziguezague,
Como a vida sua
Despojada e nua
Pede a alguém que pague
A pinga no prego
Carência insinua
Cambaleante e cego
Sonho amanhecido
Ao rés das calçadas,
Restam suas pegadas
Das mágoas guardadas
Num bar esquecido.
Poema de Generoso
Com tanta beleza que faria inveja
diminuiu o amor
queimou o corpo
a vida voou
sem alma ou virtude
não morri inteira
morri pouco a pouco
em versos negros
e açúcar vermelho
Poema de Vânia Lopez
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Era o que eu precisava
Dos cruzados de pernas perfeitos
Da conversa formal e sem vínculos
Do riso contido (fingido)
Do cumprimento de mão sem aperto
Das formalidades sociais insossas
Da amizade inexistente
Da inveja constante
Das borbulhas do champagne
Do caviar metido a besta
Da roupa clássica francesa
Dos milhões que vão que vêem
Do moralismo taxado em dólares
Dos serviçais com uniformes engomados
Do mundo irreal e patético
Do salto alto italiano
Calcei meu tênis
Vesti minha surrada calça jeans
Desmanchei o penteado
Fiz um lindo rabo de cavalo
E, deslizei na maionese
Sem antes cuspir, muitos caroços
Só parei, quando faltou fôlego
Cansada da descida frenética
E, estava eu lá!Parada no ponto
Do ônibus, que já chegava
Entrei, sem saber o destino,
Não precisava, eu apenas
Queria um rumo...
Encontrei!
Poema de Sandra Soares
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Receio
e velho como o quartel d'Abranches,
pensando na segunda-feira.
É como lembrar da artrose,
e declamar uma Ilíada,
com a boca cheia de nozes.
É uma pedra sem o musgo,
uma pálpebra sem sobrancelha,
o peito sem o coração.
E tendo sempre esse receio,
de viver os dias cinzas,
longe da minha paixão ...
Poema de Nina Araújo
domingo, 15 de maio de 2011
A febre
Ainda assim, batia o queixo...
A febre estava alta..39 e meio!
Tinha pesadelos...Sonhava lisinnnnhhhoo! Depois áspero!
Lisssssssnho, áspero!
Ficava entreacordado...ouvia um cantar:
" A treze de maio, na cova da Iria"
A procissão lá na rua denunciava:
Era mês de maio, friozinho chegando!
Meu pai me deu remédio!
A febre era alta...tinha medo
De hoje não passo!
Dormi sonhando, acordei ensopado...
A febre tinha passado!
Poema de Victorvapf
