Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Crime...
segunda-feira, 26 de março de 2012
Samba...
Com o enredo, encantei-me...
Do seu quietinho modo...
Conduzindo-me o corpo, mais ainda.
Só é mágico e acontece com a pessoa escolhida...
Para que aconteça com emoção a melodia
Sem caligrafia, sem teoria.
Noutro, saímos de mãos separadas...
No decorrer, dançamos, rimos,
Nos beijamos e ao sair, toda a Lapa no silêncio
Bamba da noite aplaudia nossas mãos em efusão.
Perpetuaria a leveza daquela noite
Que por pouco não aconteceria,
Mais os deuses conspiraram a favor e todo o plano mudou.
Deixo o vento guiar conduzindo a direção.
Senti a energia
Adorei ouvir:" você é meu número""... (rs)
Resumindo:" prazerosa foi a noite boêmia
Com direito a samba tomado de poesia.
Camila Senna
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Ciranda....
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Sem meu quasar...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Um pouco de muitas....
Chacoalhando a vida
Plantando flores na avenida
Colhendo pó, dor e despedidas.
Um pouco de Pagú
Arteira, amante do interno
Moderno da revolução,
Revoltada interrogação?
Um pouco de Maria...
Várias Marias,
Parida com manias
Intérprete de mim mesma.
Um pouco cigana
Sem umbanda, sem nome...
Cheia de cores, com flores na saia
Girando, gingando, cantando...
Um pouco indecente
Singela criança
Carente com dentes
Urgente semente.
Assusto...
Chuto o pau da barraca
Não temo ninguém e a nada
Intensa, ansiosa, corajosa...
Quando erro, boto a cara, não nego!
Sou lembrança...
Esperada do destino...
Sou dedicada às vidas que a minha deu.
Sou barulho...
Quando pensativa e muda,
Culpo a lua, a xingo de puta.
Tantas se encaixam em mim
Tantas moram em mim...
Sou muitas,
Sou nada,
Sou estrela
Sou terra batida
Sou fera ferida
Sou abrigo
Sou o ódio
Sou o amor
Sou poeta!
Escrevo para não morrer de dor
Sou quem você quiser,
Sou quem eu quero ser.
O que bem sabia de mim,
Não está mais aqui, deixaram morrer!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dois em um...
Esse olhar, essa alegria.
A vida deu voltas
E numa dessas, trouxe-me você.
Não passará assim sem nada deixar.
Tudo é especial e inebriante
Quando na rua caminho contigo.
Se convertem, ficam leves.
Sinto o mundo vazio,
Ouço o vento declamar poesias de amor.
Transbordando emoção.
As sensações são mágicas,
Singelas e pequeninas.
Me vejo sem eira nem beira,
Com meus pés com poeira
E só, sozinha pelas ruas, chorosa.
Mas nossos corações
Caminham em sintonia
Numa só melodia.
Mesmo partindo.
Sinto você tocando em mim,
Mesmo estando numa multidão.
Que você criou na sua mente
Para mim são inexistentes,
Apenas um medo profundo de errar.
Você não acha,
Se engana o tempo todo
Dizendo isso, aquilo.
Por ironia?
- Creio que por poesia
Poesia torta por aparência
Certa por uma questão de alma.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Camaleoa...
Séria e zen quando as coisas fluem bem.
Mais o meu natural mesmo é não ser normal.
Tenho asas invisíveis que só eu sei.
Só eu sei o tamanho,
Só eu sei o preço que eu pago, só eu sei.
Das estranhezas de minha alma.
Alma sincera, quando maliciosa, camaleoa.
Às vezes inflama e bum, explode!
Não ouse entrar sem total asserção.
Primavera fora de época,
Triste sem preconceito de ser...
Idealista sem inquisição,
Nômade com endereço certo.
Quem de verdade, sou eu?
Uma fulana,
Uma sicrana
Ou uma beltrana.
Quero morrer sem saber
Vai perder a graça,
A graça dos meus traços...
Eles escorrem e saem sem medo por aí,
Sem lei, invisível, indomável.
Chorando, chorando, chorando,
Esperando, desejando, possuindo...
Em chamas!
Liberta sem trama, sem máscara.
Só com um sorriso largo, seja feliz ou triste
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Mar marrom...
sábado, 20 de agosto de 2011
Como as coisas mudam
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib,
Que virou silicone
A peruca virou aplique,
interlace,
megahair,
alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou BabalooO
A-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,
Todos anjosAgora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Maria ninguém...
Triste e colorida.
Não me faço de vítima,
Quando erro boto a cara, não nego.
Sou uma criatura carente com dentes...
Sou uma abandonada de pai,
Uma alma perturbada o tirou de mim,
Foi precoce a perda, como tudo na minha danada vida.
Mas é responsável com aquilo que semeou.
Uma garotinha que sonha acordada tentando fazer do amor um conto de fadas.
Tenho certeza, o amor existe!
Fadas?
- Na minha vida, só a da minhas costas, a mesma é tatuada, talvez por querer tanto ser uma.
Que escreve o que lhe vem à mente...
Com palavras e alguns palavrões...
Umas inocentes, outras indecentes.
Aquela que nunca imaginou em ser poeta, que sonhava em ser bailarina e cantora.
No início, poesia tímida sem muitas palavras, rimas medrosas.
Hoje, o barulho do meu mundo interno nu, sem querer saber da aprovação do mundo.
Confesso que sou explosão!...
Escrever e procurar me entender fez bem ao meu jeito,
Fez bem ao meu coração.
Mas quando deprimida, perco o ritmo, deixo cair no chão meu semblante...
Esqueço minha essência, me vejo num motim, dou de cara com a morte,
Minha casa vira uma espelunca,
A lua vira puta,
O passado, triste e errante,
Os amores, todos fracassados,
O presente, precipitado.
Fico louca por uns dias... No decorrer vou varrendo toda a rua do meu coração, recolho lixo por lixo....
Tentando deixar fluir a beleza dos sentimentos bons.
Teve tudo para ter uma estrutura familiar...
Mas não teve!
Tive que traçar e escolher quem eu queria ser...
Tive que me reinventar para não ficar na margem de lá,
Margem dos fracassados, viciados...
Com o futuro ameaçado.
Corri do mal, chorei todo o inferno astral, passei o pão que o diabo pisou.
A única coisa boa que eu via eram as estrelas...
Quando chorosa corria para laje para chorar todas as minhas lágrimas...
Deixando as estrelas me ninar, me acalmar.
Mas que entende que para ser mulher
É necessário ser forte, sagaz, intrépida.
Entende que esse mundo vagabundo é uma selva
De animais racionais gemendo por dentro, querendo seu lamento.
Entende que nem tudo é véu, flores na janela, lua-de-mel, primavera...
Muitas coisas são crueis...
Viver a dois sem sintonia,
Viver só sem melodia,
O ser humano e seus sentimentos mesquinhos,
Morrer sem ter visto de perto a cara da gostosa alegria...
Virando cinzas e nada.
E que se dane a teoria,
E que se dane a opinião dos que me detestam, não fico puta, não fico virgem, não fico nada!
Falo o que quero na hora certa ou na hora errada.
Não ganho nada, mas também não perco.
Sobrevivo nesse mundo de palhaços sofridos, onde muitas das vezes me vejo...
Mãe de filhos que ergueram minha vida solo e vazia.
Uma mortal que tem horror à rotina,
Uma esquisita que se coça toda só de pensar em conversar com pessoas explicadinhas em demasia.
Uma humana cheia de defeitos, mas que não suporta hipocrisia.
Quando faço uma receita, nada é medido; no final, tudo sai gostoso, apetitoso.
Tenho algumas roupas que eu mesma corto e refaço.
Saio despojada, de boina, de tênis, sem pensar em nada.
Mas tem dias que a vaidade me condena, me visto como princesa...
Princesa sem eira, nem beira, sem castelo, sem cavalo, só com meu sorriso largo.
Uma imediatista que não curte saber da meteorologia e nem dos próximos dias.
Uma tatuada na vida, oito externas e várias internas (rs).
Sofro de insônia e sou viciada em café.
Adoro correr na chuva,
Sentir e receber amor...
Janeiro e fevereiro são meus meses preferidos...
Levo minha vida retalhada e colorida sem muito roteiro.
Penso que a paz é o melhor presente que alguém possui no seu âmago. Desejo-a tanto...
Ah, só mais uma Maria ninguém para esse mundo de tantos gostos, rostos, olhares, pensamentos e tal.
domingo, 24 de julho de 2011
Bem-te-vi...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Moça de sorriso aberto...
terça-feira, 5 de julho de 2011
Eu encaro...
Tem “tudo” que é “nada”.

domingo, 3 de julho de 2011
Cheia...
Vou colocar minha dor
Estampada num jornal...
Será que você leria,
Um pedaço de mal?
Essa notícia é passageira
Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...
Cheia de disposição
Rasgando o tédio sem autorização.
Leia a primeira notícia
Todo mundo gosta de melancolia...
O charme está nas entrelinhas.
Mas será que você leria,
Um pedaço de alegria?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
"E tudo um dia muda"...
Ou apenas um sonho bonito
Com a metade da lua fosca?
Já não sei mais de mim...
Nem de você.
Só com o coração a pulsar...
Pulsa tanto, pulsa alto, que ouço daqui!...
Confesso-te que esse barulho todo me agita os instintos, tira-me o sono...
Ecoa com força na alma do meu coração.
Estou até feliz...
A vida é uma só
A vida é um triz...
Desejando esquentar seu corpo noutro corpo...
Mas por falta de opção, cai bem um café quente com pão.
A vida é curta,
O mundo gira... E a lua puta, resolve sempre ir a luta...
Colocando seus preferidos personagens na luta de um dia se encontrarem...
"tudo se agita,
tudo muda de lugar,
tudo parece não ser real".
Hoje, o susto!
Hoje, o silêncio do mundo.
Hoje, somente o barulho absurdo de um coração bruto que bate sem respeito aos que dormem.
Hoje, um suspiro profundo, sincero.
Hoje, a vontade louca de tocar-te só para constatar se o antigo ainda é de carne e osso...
Ou apenas um sonho banal,
Um fantasma querendo tirar-me a calma,
Um idiota pesadelo querendo queimar-me a carne em desespero
Um louco varrido sem sentimentos ousando espancar-me a alma.
Tudo é tudo demais nessas horas.
Marquei todas as trilhas.
Meus beijos salivados nos seus, enrosquei.
Meu coração analfabeto, cego, te entreguei.
Agora só depende da lei.
A lei do amor,
Essa lei decide se o erro foi acerto
Ou se o acerto foi um erro.
Nessa confusão não coloco nem as mãos,
Estou deixando o vento guiar-me
Não sei de mais nada e nada me cabe!
Pego meu velho vinil e ouço um bom som...
Saio, danço, escrevo...
E tudo fica "normal".
E tudo é carnaval.
- Mas já entendi há tempos...
Que o que mais se quer é o que menos se tem.
Desejo e não lamento
Busco sem falar a direção em voz alta".
Oh, esconderijo bom.
Ninguém desconfia quando abro meu sorriso largo e dou bom dia!
As pessoas são burras! Adoram frases feitas.
Adoram o provável, o já lido, o notável.
Mas sigo estranha com meu jeito sã.
Por vezes vendo peixe podre e guardo o bom para minha mesa.
Farta em sentimentos de valor, eu já sou, só falta-me mesmo, o meu amor!
((( Camila Senna )))











