Já fui poeira dispersa pelo vento...
Hoje sou o pó condensado em alegria e sofrimento.
Mas não o pó vil que passa frio pela laringe e invade o cérebro, o pó da violência que corroi e elimina.
O pó vulgar que me ouvindo falar, te fez lembrar.
O que se fantasia com brilho e traz após sí o julgo da escravidão.
Falo com tesão! De um pó diferente, de uma onda mais pura.
Nem tudo é cocaína. As pessoas também ficam resfriadas.
Vou continuar respirando, metendo a napa, cheirando, indo a vera nesse pó...
De poesia.
(Ramide Beneret)
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