na distância incerta
As marcas eternas
da minha espera
Estão latentes a tua espera.
Sem olhar o frio que vem
Através da poeira da estrada deserta
Em rítmo lento e frenético
Ainda que o meu corpo refreie na repulsa
Vai ficar para os homens a carapuça
Dos sentimentos dos homens, mulheres incertos
Penso inusitado onde vim parar
Para onde vou e de onde vim
Não importa, mas o importante
É que estou aqui!
Meu coração equilibrante flutua sobre cores alegres
e ainda assim não quero disfarçar o que sinto.
No brilho dos seus olhos sacio a sede que brota em meu querer
e ainda assim não quero disfarçar o que sinto por você...
Assim meio brilho, meio fosco
Espalho minha semelhança
Se eu morrer amanhã
nada ficaria
Apenas das mãos de vocês
o Pó de Poesia.
(Ivone Landim, Sergio Salles-Oigers, Marcio Rufino, Iraci Jovanholi, Arnoldo Pimentel, Vicente Freire, Davi das Virgens Bragança, Ramide Beneret e Dida Nascimento)
Na noite de sábado do dia 19/12/2009 o Pó de Poesia teve a honra de reunir alguns amigos poetas no centro cultural Donana para uma poética confraternização de fim de ano. Como não poderia deixar de ser, rolou uma prazeroza roda de leitura que varou noite adentro. O poema coletivo acima é fruto deste antológico, inesquecível e agradável encontro.
O Pó de Poesia deseja a nossos leitores um Feliz 2010 e agradece as visitas, a amizade e o apoio, encerrando aqui suas atividades do ano de 2009. Saudações!!!
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Um comentário:
Marcio, para mim foi uma honra ter sido um dos autores desse belo poema.Sou muito feliz porfazer parte desse grupo de pessoas talentosas e tenho convidado outras pessoas para fazerem parte do grupo e assim crescermos ainda mais para levarmos nossa poesia, nossa cultura e nosso amor a todos os cantos. Arnoldo Pimentel
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