Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Crime...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
ALMA INQUIETA
Quem vai salvar minha alma agora
nos becos escuros e sem saída
chama pela fé que acalma o espírito
Mas como suportar esse torpor
essa coisa quente correndo nas veias?
essa nuvens que cobrem minha retina
esse tremor nas mãos nuas e frias
essa destemperada aflição que me preenche?
Como suportar esse vazio de vida
essa busca de algo inexistente
esse querer que não se define
essa prisão que oprime?
Quem vai salvar minha alma agora
se desde que me entendo no mundo
essa solidão no peito me devora
e esse grito preso não quer se calar?
Onde encontrar um abrigo farto
um afeto que seja puro e exato
na medida certa para o meu desejo
em braços que acolham sem medidas?
Quem vai salvar minha alma agora
enquanto o silêncio se resguarda
em palavras não pronunciadas e omissas
enquanto o corpo pede mais espaço?
No chão de cimento e pedras
calejo meus pés sem descanso
Na ternura não encontro meu remanso
nem nas noites que se erguem como sombras
Meu corpo adormece no cansaço das horas
ao sono me entrego sem resistência
Tomara este possa acalmar a inquietude
em meu coração de sal e sangue
*Desenho de ERIKA KUHN
Leia mais em Labirintos da Alma
http://labirintosdaalma.blogspot.com.br/
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Um pouco de muitas....
Chacoalhando a vida
Plantando flores na avenida
Colhendo pó, dor e despedidas.
Um pouco de Pagú
Arteira, amante do interno
Moderno da revolução,
Revoltada interrogação?
Um pouco de Maria...
Várias Marias,
Parida com manias
Intérprete de mim mesma.
Um pouco cigana
Sem umbanda, sem nome...
Cheia de cores, com flores na saia
Girando, gingando, cantando...
Um pouco indecente
Singela criança
Carente com dentes
Urgente semente.
Assusto...
Chuto o pau da barraca
Não temo ninguém e a nada
Intensa, ansiosa, corajosa...
Quando erro, boto a cara, não nego!
Sou lembrança...
Esperada do destino...
Sou dedicada às vidas que a minha deu.
Sou barulho...
Quando pensativa e muda,
Culpo a lua, a xingo de puta.
Tantas se encaixam em mim
Tantas moram em mim...
Sou muitas,
Sou nada,
Sou estrela
Sou terra batida
Sou fera ferida
Sou abrigo
Sou o ódio
Sou o amor
Sou poeta!
Escrevo para não morrer de dor
Sou quem você quiser,
Sou quem eu quero ser.
O que bem sabia de mim,
Não está mais aqui, deixaram morrer!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dois em um...
Esse olhar, essa alegria.
A vida deu voltas
E numa dessas, trouxe-me você.
Não passará assim sem nada deixar.
Tudo é especial e inebriante
Quando na rua caminho contigo.
Se convertem, ficam leves.
Sinto o mundo vazio,
Ouço o vento declamar poesias de amor.
Transbordando emoção.
As sensações são mágicas,
Singelas e pequeninas.
Me vejo sem eira nem beira,
Com meus pés com poeira
E só, sozinha pelas ruas, chorosa.
Mas nossos corações
Caminham em sintonia
Numa só melodia.
Mesmo partindo.
Sinto você tocando em mim,
Mesmo estando numa multidão.
Que você criou na sua mente
Para mim são inexistentes,
Apenas um medo profundo de errar.
Você não acha,
Se engana o tempo todo
Dizendo isso, aquilo.
Por ironia?
- Creio que por poesia
Poesia torta por aparência
Certa por uma questão de alma.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Camaleoa...
Séria e zen quando as coisas fluem bem.
Mais o meu natural mesmo é não ser normal.
Tenho asas invisíveis que só eu sei.
Só eu sei o tamanho,
Só eu sei o preço que eu pago, só eu sei.
Das estranhezas de minha alma.
Alma sincera, quando maliciosa, camaleoa.
Às vezes inflama e bum, explode!
Não ouse entrar sem total asserção.
Primavera fora de época,
Triste sem preconceito de ser...
Idealista sem inquisição,
Nômade com endereço certo.
Quem de verdade, sou eu?
Uma fulana,
Uma sicrana
Ou uma beltrana.
Quero morrer sem saber
Vai perder a graça,
A graça dos meus traços...
Eles escorrem e saem sem medo por aí,
Sem lei, invisível, indomável.
Chorando, chorando, chorando,
Esperando, desejando, possuindo...
Em chamas!
Liberta sem trama, sem máscara.
Só com um sorriso largo, seja feliz ou triste
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Eu tenho uma arma...
Eu tenho uma arma...
sábado, 20 de agosto de 2011
Como as coisas mudam
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib,
Que virou silicone
A peruca virou aplique,
interlace,
megahair,
alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MMA
Crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou BabalooO
A-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,Cássia e Cazuza,Lennon e Elvis,
Todos anjosAgora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz......
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A Marca de Pagu....

Pagu nasceu em 1910, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, mas passou a infância no Brás, bairro da região central paulistana. Na adolescência já chamava a atenção por sua personalidade forte. Poucos anos mais tarde, levada pelo poeta Raul Bopp, Pagu aproximou-se do grupo de intelectuais paulistanos que encabeçaram o movimento modernista brasileiro. Foi quando teve o primeiro contato com a pintora Tarsila do Amaral e o escritor Oswald de Andrade (veja boxe Passagens da Vida Privada). Sua luta contra a ditadura de Getúlio Vargas, iniciada na década de 30 quando tinha apenas 21 anos, foi dura e tortuosa, pontuada por prisões - mais de 20 - e torturas. "Ela sempre sonhou entregar-se totalmente, sem limites, até a aniquilação, ao amor, a uma causa, à vida e até à própria morte", afirma a professora Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora de Pagu - Livre na Imaginação, no Espaço e no Tempo (Editora Unisanta, 5ª edição, 1999). "Procurava, freneticamente, o que lhe faltava, a completude que todos perdemos e pela qual ansiamos, esse era seu traço mais marcante. Além de seu olhar sensível, antecipatório e antenado na cultura, na política e no comportamento", ressalta a professora, estudiosa do tema há 18 anos.
E ainda havia a maternidade. Com o primeiro filho, Rudá de Andrade, do casamento com Oswald, teve uma relação que durante muito tempo foi conturbada pela militância política. Com o segundo, Geraldo Galvão Ferraz, da união com o jornalista Geraldo Ferraz, foi uma mãe presente, de acordo com ele próprio. "Minha mãe era um tanto superprotetora, mas também muito carinhosa. Era uma mãe como qualquer outra, apenas com horários diferentes dos das mães dos meus amigos. Ela trabalhava bastante em casa, sempre na máquina de escrever. Mas sabia tirar seu tempo para uma brincadeira comigo, para um gim-tônica e um cigarro", lembra ele.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
"E tudo um dia muda"...
Ou apenas um sonho bonito
Com a metade da lua fosca?
Já não sei mais de mim...
Nem de você.
Só com o coração a pulsar...
Pulsa tanto, pulsa alto, que ouço daqui!...
Confesso-te que esse barulho todo me agita os instintos, tira-me o sono...
Ecoa com força na alma do meu coração.
Estou até feliz...
A vida é uma só
A vida é um triz...
Desejando esquentar seu corpo noutro corpo...
Mas por falta de opção, cai bem um café quente com pão.
A vida é curta,
O mundo gira... E a lua puta, resolve sempre ir a luta...
Colocando seus preferidos personagens na luta de um dia se encontrarem...
"tudo se agita,
tudo muda de lugar,
tudo parece não ser real".
Hoje, o susto!
Hoje, o silêncio do mundo.
Hoje, somente o barulho absurdo de um coração bruto que bate sem respeito aos que dormem.
Hoje, um suspiro profundo, sincero.
Hoje, a vontade louca de tocar-te só para constatar se o antigo ainda é de carne e osso...
Ou apenas um sonho banal,
Um fantasma querendo tirar-me a calma,
Um idiota pesadelo querendo queimar-me a carne em desespero
Um louco varrido sem sentimentos ousando espancar-me a alma.
Tudo é tudo demais nessas horas.
Marquei todas as trilhas.
Meus beijos salivados nos seus, enrosquei.
Meu coração analfabeto, cego, te entreguei.
Agora só depende da lei.
A lei do amor,
Essa lei decide se o erro foi acerto
Ou se o acerto foi um erro.
Nessa confusão não coloco nem as mãos,
Estou deixando o vento guiar-me
Não sei de mais nada e nada me cabe!
Pego meu velho vinil e ouço um bom som...
Saio, danço, escrevo...
E tudo fica "normal".
E tudo é carnaval.
- Mas já entendi há tempos...
Que o que mais se quer é o que menos se tem.
Desejo e não lamento
Busco sem falar a direção em voz alta".
Oh, esconderijo bom.
Ninguém desconfia quando abro meu sorriso largo e dou bom dia!
As pessoas são burras! Adoram frases feitas.
Adoram o provável, o já lido, o notável.
Mas sigo estranha com meu jeito sã.
Por vezes vendo peixe podre e guardo o bom para minha mesa.
Farta em sentimentos de valor, eu já sou, só falta-me mesmo, o meu amor!
((( Camila Senna )))







