Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

+Phylozophya de WC

1.
Me deu um treco
Me deu um troço
Gritei um eco
Cuspi um caroço

2.
Eu faço de tudo
pra não ter
que fazer nada.

3.
Adianto o seu lado
Não ouço um obrigado
Eu preciso de você
Nem me viu nem me vê

Uma mão lava a outra
E juntas lavam a bunda
Do jeito que eu ando
Vou acabar corcunda

4.
As velhas idéias são sempre as grandes idéias.
As novas idéias são apenas faíscas:
demandam certo tempo para pegar fogo.

5.
Sacrifício é o crucifixo
Daquele que pregou até ser pregado.
A décima parte de quem não tem fixo
Já não é um pecado?

6.Você sabe o que eu tenho na língua, além de veneno?
Você não sabe o que está perdendo.


Poema de Andri Carvão

Fogo...

...
 
Minha brasa não incendeia nessa fogueira,
Fogueira da vaidade,
Fogueira do rancor,
Fogueira da inveja.

Meu fogo é outro,
É o fogo do amor,
Fogo do perdão,
Fogo da paixão.

Vaidade de alma é cocaína!
Rancor acumulado, veneno de rato!
Inveja desmedida é putaria!
Ser geniosa, e ter dentro de si o fogo abrasador, que se chama “amor”.
É inefável.



((( Camila Senna )))
 
 
...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pusilânime, fuzila-me! Fuzila-me, pusilânime

*Pusilânime, fuzila-me!

Não quero a apoteose da estética rasa,
estou muito além
de ser fosco no brio desajeitado.

Fuzila-me, pusilânime!



*Fuzila-me, pusilânime

Não quero ser marinho
quando me adoço
frequentemente com vulcões.

Pusilânime, fuzila-me!


Poema de Isaac Bugarim.

Phylozophya de WC

Validade Vencida

Não vale o que come,
não vale o que caga.
E quem não consome
- paga!

Bezerro Bizarro

Aqui relva com água
nunca caga catarro.
Aqui terra com água
não alaga mais barro.
Aqui pedra com água
nunca bate mas fura.
Aqui merda com água
não vira pasta impura.

EU JURO QUE EU
NÃO DISSE NADA

De cima do viaduto
escarram catarro
em riba dos carros.

De cima do viaduto
espirram esporra
em riba dos carros.

De cima do viaduto
mijam e cagam
em riba dos carros.

E o carro que morre.
E o magro que corre.
E o carro que corre.
E o magro que morre.

O Cu do Cúmulo

O cu do cúmulo
não é o óleo (anarco-íris)
do vômito anônimo na avenida.
O cu do cúmulo
não é a trilha sonora de banheiro.
O cu do cúmulo
não são as lembranças
no porão da memória.
O cu do cúmulo
não são as imensas olheiras do sol.
O cu do cúmulo
é morrer!
Morrer, morrer até cair...

Mantenha Distância

Eu sou Cia ltda.


Poemas de Andri Carvão

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cidade Perfume...




Andando pelas ruas da cidade,
Me pergunto o porquê do encanto.
Fio pra todo lado, asfalto em todo canto...
Deve ser esse monte de ônibus colorido...
Esse barulho de freio, esse gemido.
Talvez seja o contraste brando...
Da mata com o concreto
O que fala assim simples em minha mente,
Calmo, direto.
A certeza da raiz
Da terra escolhida
Dos amigos que eu fiz...
- Finco aqui!
Uma bandeira de trabalho
Por essa gente, esse assoalho
Que faço parte sem querer
Que me encanta sem saber.
É daqui que eu gosto...
Cidade perfume.
Só me resta saber...
Perfume, de quê? 



(( ( Gabriela Boechat ) ))


.


Mitologia Fantástica - Tétrica

Mitologia Fantástica – Tétrica
Inspirado na mitologia Egípcia


I
Eis um mito originado, Tífon
E o grosseiro funeral de Osíris.
O caixão metrificado do Egito
Na medida do sapato, da íris
Invejosa no tamanho dito,
No traçado das vinganças vis.

II
Era um deus falsificado e Milton
Alegrou-se com seu fim ipsis
In Ipssimus! Uma febre, o tifo
Inspirado no temor. Ides,
Nada mais descomunal. Um rito
Abissal, anti-odisséia de Ulisses.


Poema de Yayá.

atrás das paredes

nossas cadeiras se encostaram
chegou perto antes de sair
seu casaco encostou-se à bolsa
senti o botão cair
...fiquei em pedaços

o coração alternando
entre ontem e hoje
o céu correndo em meus olhos
e tudo mais
grudado na cabeça...


Poema de Vânia Lopez.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dois poemas de Carlos Juba

PENSÃO FECHADA POR MOTIVOS DE FORÇA MENOR

Até amanhã.

serei hospedeiro de micro fauna
até amanhã

lá depois de abrir portas e janelas
e para sempre fechar
desabrigarei minha memória

ordem de despejo à memória!

chorarás no vazio
no vento ressequido
racharás tuas vísceras até o pó

não lamentes tanto:
até o pó é algo que voa

Esperneia!
enquanto pernas tens
já te sedo em semi-sonho
te alimento de larva onírica
com minhas colheres furadas
cai mais no chão
do que em ti
para desculpar
sem querer
minha maldade proposital

lembras do homem de Vitrúvio em quadro que me deste?
uma pena
teus olhos estarem ausentes
para ver
a árvore que irei amarrá-lo
a dor do homem que esquadrinhado na moldura
( e como tu entendias de molduras !)
sem poder a fuga
queimará da própria inércia
e do meu fogo

prefiro queimar o que está preso
por gostar menos de matar
do que deixar morrer

lenha para isso?
tuas roupas que ainda me restam:
o fogo de fibra

alimentado com o pó
da furada colher
caído no chão
e sem ainda levantar vôo no vento
logo quererás ser
outro bicho que puder
caber no mundo sem jaula

já me traio
o que salva é a falta de propósito

já confundo minha memória com teu tu
hospedagem maldita!
confundem-se o cheiro de musgo da pensão e dos corpos suados pensionistas...
tudo fede a velho
e os vermes se otimizam por não terem narizes

Avise:
hoje não tem refeição!
já te dei a comida eterna :
o dispêndio de energia.

ouça tua barriga roncar
até o obssessivo som metal badalar incessante
dia
noite
e dia nublado
como os tiros imaginários e eternos
de velhos generais de velhas guerras
que já loucos
não dormem sem ser Napoleão

tateaste o vazio da liberdade?

já estende a fibra dos teus braços
para alcançar o fio solto que te presenteará
com tua última eutanásia?

desalojo
desospedo
tu
teus porcos
teus cães
num chute só
amálgama pobre!
erás tudo num só
e isso era motivo de garbor!
então vá de uma só vez!

não, não vá!
agora não...
falta uma coisa ainda
um selinho apenas...
pra carta grande:
meu chute.

despacho
desalojo
desospedo
e aviso:

hoje não tem refeição!
só eu como.

estás pronto para a epifania da eutanásia?

amanhã!
(que já é hoje - longa morte tua descrita)
como na Antiga hecatombe grega!
serão mortos cem bois
e quatrocentas patas
no susto que apaga
se flexionarão
para os corpos de pêlo curto ruírem.

e acredites (já rio) :
não há ruínas em paz

hoje
fechadas as portas
tu não és tu : é mais aquilo

perguntarás o que terei feito
com o cheiro forte dos corpos...

direi o cheiro das fezes das coisas vivas
como incômodo maior
que o cheiro na anunciante inspiração
e respiração
do húmido putrefato
gestação da vida
através de placentas mortas
envoltório próprio dos coveiros
( sim! tu és um coveiro insistente!)
insatisfeitos que o outro morra
sem levar deles
nada que os recordem

acredite:
até os coveiros são vaidosos.

Morres hoje
que é amanhã
e depois
porque não sabes morrer.

Deixaste para mim tarefa
que hoje completo
com serena execução.

olha bem...
observa com aquilina cautela...
por debaixo do capuz...
vês uma luz pequena com dentes?
é o meu sorriso
que te mata
sem precisar de consolo

desalojo
desospedo
desamo tudo para caber espaço
e hoje
que é amanhã
o exílio-pensão-cortiço
de mal aguentar
o próprio cheiro
pelo bem
fecha as portas

e aviso:
hoje não tem refeição!

eternamente
só eu como.


A DOR EMBRANQUECE

A dor embranquece.

não é preciso chorar
se o fim são os outros olhos

vejo entre a porta aberta
alguém espiado por um longo caminho
bate à porta
no impacto de assustar
mal sabendo ser esperado
nada assusta
só dôo
sem nada doar
apesar da gentil recepção

Ah! Se soubessem a dor que mora na gentileza!
Habita mais dor na gentileza
do que na crueldade.
A crueldade é desinteressada
por anterior ser sempre
à qualquer motim que a deflagre.

Para quem ama o tudo
e detesta o nada
ser gentil
é pedir pelo mar passagem
quando se navega em armada
de força sabida.
É pedir com sorriso
e doer.
Dói a dor que doa compaixão
aos tocados pela gentileza
como bruma
mas ela é vento...
Vento!
Um vento condensado
para que se passe
entre duas nuvens
sem chover.

um vento empurra nuvens
mas não arrasta raios
de teimosia imanente
que o chão entre águas
tenta tocar
e quando toca
toca fogo
beija incinerando
muda os estados
abrupto
não volta sem avisar
sendo ele o descarrego de si
finda o corpo no próprio beijo
flameja à exaustão nula:
é energia

gentil com as nuvens
cruel com o chão
como tudo que remenda o contradito
e levita ao inverso

falo de raios
e hoje é sol
em quais curvas andei
então a criar
nuvens em mim?

hoje é sol
só até enquanto
a água não pesa

são gentis os raios
para quem na mata escura
caminha sem lampião
será para os vagalumes carentes
o relâmpago um deus?
cruel e gentil como um deus
que mais Deus é
quanto mais gentil for
estando sem ser

até vir o trovão
denúncia para os que ouvem
e mais nada conseguir disfarçar


Autoria: Carlos Juba

Poema

Durante horas de silêncio e sono,
De leitura e angústia,
Ante o cânone, ante incompreensível estro,
Ante confuso mundo, de tão claros enigmas,
Eu não sabia,
Mas o poema sempre esteve ali,
Qual ferida ou queixume,
Qual fruto ou negrume.
Deu o tempo e a técnica se fez no sofrimento:
- Fiat! disse algo dentro de mim
E, entre o fulgor e a escuridão, tímido, na penumbra,
Entre utopias deglutidas,
Poentas brochuras
E defuntas armas e canções
Contra os donos da ordem e do tempo,
Algo fundo revelou-se,
Fosso, abismo,
Exasperado grito
Ou simples pomo pendido.
Deu a hora e me precipitei,
Colhi o poema,
Trinquei os dentes nele
E o apreciei deveras,
Vociferado, em profundo negror
Com a boca esfaimada do mundo.
Senti sumo acre,
Sabor amaro,
Iniludível
E abismal.
Gostei
E não senti qualquer contentamento!
Hoje, ofereço-o,
Oceano ou ruína,
Fruto
Ou salto no abismo,
A quem quiser
Algo diferente do ópio, da fuga, da nuvem
E do frenesi diário e intenso,
Para sempre infenso
Às águas que afluem da memória.

Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

deve estar sentindo frio

vasculhei o rio por três dias
queimei a igreja
devastei tudo

você cresceu e ficou mais organizado
as piores partes de mim
passando pelos jornais
(as que te amavam)

sem me curvar, tremer ou desesperar
sem me importar com seu tamanho
te calei para sempre dentro de mim

minha alma saiu do cubículo
indomável e destemida
pronta para falar direto com Deus pelo rádio
pronta para comprar uma bolsa de grife
(ou uma alma)


Poema de Vânia Lopez

Calma criançada tem bala pra todo mundo

Pete Townshend nem ficou vermelho:
queria morrer antes de ficar velho!
Mas quem é quem no The Who?
Ácido lisérgico
é doce psicodélico!
Festa na piscina com Keith Moon!
Mas foi Moon ou Brian Jones
quem fez festa na piscina dos Stones?

Jimi Janis Jim – a trinca de valetes –
tri-overdoses aos vinte e sete!

Noel Rosa morreu aos 27 anos!
Brian Jones morreu aos 27 anos!
Bom Scott morreu aos 27 anos!
Kurt Cobain morreu aos 27 anos!
Quem vive 27 horas por dia
merece no mínimo 27 vidas!

Elvis Presley, John Lennon, Syd Vicious,
Michael Hutchence, Ian Curtis não morreram aos 27 anos.
Agora o grito tupiniquim:
Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo,
Cássia Eller, Chico Science não morreram aos 27 anos.
Mas todos foram vítimas do Rock ‘n Roll!

John Bonham
virado na porra!
Cerca de 100 espécies de piolho
no rastafári de cheiro verde do vale
de Bob Marley.

Enforcamento com gás na cadeira-elétrica
para Marylin Manson!
Injeção letal e um copo de veneno
para Trent Reznor!

Marylin Monroe foi atriz – já era!
James Dean foi ator – já era!
Todo ator é à toa!
As melhores atrizes são as putas!

Uma Temporada no Inferno com
Jean Arthur Rimbaud e você
vai ver o que é bom pra tosse:
purgante ou laxante, seu xarope?!

Quem Castro(u) Alves?
Quem castrou Álvares de Azevedo?
Jovem azedo!

Fred Mercury – uma foda e meia –
AIDS no cu ao invés de na veia!

O Herói do Nosso Tempo, Mikhail Liérmontov,
partiu dessa para melhor, bateu as botas,
bateu a caçoleta, abotoou o paletó de madeira,
moleu-moleu-antes-ele-do-que-eu, foice e foi-se: foda-se!,
carregando aquela idade maldita no peito e
carregando a mesma idade maldita nas costas,
farto com o fardo da farda que usou e ousou
e só foi endeusado pela juventude
por ter sido mais um bendito poeta maldito!

Quem ou o quê
pensa que é você
pra me dizer
o que não dizer?

A poetisa NÃO! A poeta Sylvia Plath
enfiou a cabeça no forno e PLAFT!
ligou o gás,
sOl pra ver se encontrava a paz...
Tudo por mó de Tédio & Rugas
por cremes/crimes/ciúmes do ex-marido Ted Hughes
que, ao trocá-la por outra,
carregou a pesada cruz de Poeta Culpado
por toda a sua parcela de Eternidade!...
É triste pra cacete, é claro...
Mais triste pra Boceta do Caralho Plath:
apenas 30 anos cravados na pedra da lápide!...
Tédio & Rugas de preocupação:
poetisa parece palavrão!

Torquato Neto, Nara Leão, Elis Regina,
Paulo Leminski, Ana Cristina
César, Gonzaguinha...
No início, o Verbo, no final, só farinha!

Basquiat também empacotou aos 27 anos!
Não foi músico e sua praia não era
o terreno arenoso e o quebrar das ondas
nas rochas do bom e velho rock ‘n roll,
o JuRáSsIcO & m á g i c o ROCK, errou!
De grafiteiro a artista-plástico
foi um pulo maior do que a perna
e por isso se esborrachou.
Negro de corpo e alma apreciava
o Jazz, o Blues, o Reggae, o Soul...
Talvez, se fosse vivo, pintaria
sob influência do Hip Hop e do Rap...
Mas quem sou eu? Onde estou?

Mano Brown, com sua verve, veia artística,
27 anos contrariando a estatística!

Por causa do tênis – PAU!
Por causa do sk8 – PAU!
Por causa da camiseta – PAU!
Por causa da bombeta – PAU!
Por causa de drogas ou garotas
- PAU! PAU! PAU!

Adonde se esconde a Posteridade Anônima?

Dívidas são antigas promessas não cumpridas.
Tããããooo compriiiidas.........................................................................
Promessa de Vida: prometo não comparecer
ao meu enterro, no dia 29 de abril
de 2005! Pau no cu de quem tem tempo!
O Tempo não cai do céu.
O Tempo não se come. O Templo é de papel!


Poema de Andri Carvão.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Eco

A pele salgada daquele surfista
parece doce de leite condensado.
Como seu olhar, o mar é narcisista
e, na vista de um, o outro é espelhado.

E embora, quando ele dança sobre as cristas,
goste de atrair olhares extraviados
de banhistas distraídos ou artistas,
é claro que o mar é seu único amado.

Ei-lo molhado em pé na areia: folgado,
ao pôr-do-sol tem um lado a prancha em riste
e do outro usa uma gata e um brinco e assiste

serenamente o horizonte inflamado
e a brisa o alisa e ele enfim não resiste
à beleza e diz "sinistro" e ouve eco ao lado.

Soneto de Antônio Cícero retirado de seu livro "Guardar".

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Medalha Personalidade 2010... Na Categoria Revelação Poética Literária.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhNn5P1YWP-CPp-qyboMkVcJXU3ak9dwuRB4rAW08yuNWTaO9gtY0hDTj8bW-6nsjRdwqo97stBVmRVPTtoH9GvMuMX-AMI_k6YjFZB5tm7KGcJXHSWSgf1apdEQcbBKegU7XX8mXBiv3Wy/s400/PERSONALIDADE_publ_web2.jpg


“MEDALHA PERSONALIDADES 2010”

Idealizada pela ARTPOP - Academia de Artes de Cabo Frio, a outorga é uma grande homenagem a todos aqueles que brilharam durante o ano de 2010 no cenário cultural e tem como objetivo central, reconhecer e trazer a público as melhores iniciativas culturais tendo como critério: talento, criatividade, empreendedorismo, respeito, companheirismo e apoio cultural.

É a forma que a ARTPOP encontrou, no uso de suas atribuições que trata o artigo 2º de seus estatutos na concessão de láureas, de reconhecer, distinguir e premiar a quem se destaca em nossa sociedade com excelência na gestão de suas carreiras, contribuindo assim efetivamente para o desenvolvimento cultural e conseqüentemente sócio-econômico de nosso país. Após a indicação de 486 nomes à nível nacional, a escolha dos agraciados se deu perante um rigoroso processo de análise por parte do Colegiado Acadêmico e será conferido por mérito próprio de desempenho à 150 homenageados.

A cerimônia foi realizada em evento fechado para os homenageados e seus convidados, totalizando 350 pessoas, na Cidade de Cabo Frio no dia 12 de fevereiro, às 19h, em um dos restaurantes mais charmosos da cidade, o Restaurante Zeppelin. Durante a noite houve um delicioso jantar e os convidados e homenageados puderam apreciar uma excelente música ao vivo com a Banda Black Night. A noite contou com a cobertura da mídia, a presença de Autoridades e convidados ilustres do meio cultural.

 Fonte -  http://academiadeartescabofrio.blogspot.com/

 ...

Carlos Alberto Sousa

Presidente

 ...

Izabelle Valladares

Secretária Geral

 ...

Dyandreia Valverde Portugal

Diretora de Eventos

...



  Recebendo os cumprimentos do Presidente da ARTPOP Carlos Alberto Sousa.

Minha Categoria foi a de "REVELAÇÃO POÉTICA LITERÁRIA", modalidade que reúne os novos escritores da arte inspiradora da palavra ao pensar, criar e dar forma realista as quimeras e utopias ou se alinhando a um pensamento livre, extemporâneo ou surreal que nos sensibiliza ao ler e ouvir.

 


 



"A Cultura que grita para ser Cultura, venha sempre ser ouvida e aplaudida de pé".




TUDO ...

"...A poesia em minha vida é tudo, foi a maneira que encontrei de enlouquecer sadia, falo de mim de forma ruim, boa, gostosa...
Se eu não puder morrer, ressuscitar, rodopiar, gozar, para mim não é poesia, é prisão.
As prosas e poesias mais bonitas que tenho, foram feitas nos meus piores dias..."




 Feliz!!!



Trocando um papo com Da Ghama... Que foi também um dos Homenageados na Categoria Destaque Musical. Somos vizinhos eternamente de Belford Roxo. "E viva a Cultura". O mesmo é músico e fundador do Grupo Cidade Negra, cujo o berço foi a casa de Cultura Donana do Músico e Poeta DiDa Nascimento.




Sorriso, sorriso, sorriso... Muito feliz!







Eu AmO esse casal...








Meu amor, meu esposo... (Moisés Barbosa), Eu e minha medalha.



Restaurante Zeppelin - Cabo frio

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhATADJBiZ1MVNcaUlFiilz7su7V3ifBfnvLJlzt1XgGYUWCBookOWc3SB6SMZBA-ND5NKydW37jxiyta_0eANPMALxrHpr612OLs5CnKsVWM3-g0Mtd42Ig1mYk0_wM7_aKru9pHike9c/s1600/OgAAAIf97K9RH9Dje2A2NGDekHJcwJt0JxxrXIHynpT2rchr1mmDZbdSCDRe7sQIRde0bpurc0TQ28VQ32W0HhwEQ2MAm1T1UFVqQKDhqHd3M_xyHz5HP22qyGTb.jpg
 



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjOq0M16rCCb5bY5KMKDEnSL954IO3wnGgoXYGI0fck72rLlx-YpiuBsnCHBttRkZLt592q-cnW94JPYGfazg7VPuWVusKaRevHofnieTKPolQo-4nUQxChP2LcMfl94640LHEAXhogxEk/s1600/DSC01462.JPG


Banda black Night




https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj58oRfrIXZSWwty3EaKq7yDQXT27dxnT4HG8iNzVtvWOB746d_DHsH2AmdUCtyBptbqVBh2ld5cvj0rA4ftTqTm-cMVN-hQ3FIPLbl4d9FqNqi3ulo7UVJaI_07mnfLpza-IW4QNJmHkM/s1600/DSC01208+-+C%25C3%25B3pia.JPG

O trânsito não me deixou estar presente... rs (Mas valeu mesmo assim, que Deus ilumine nossos caminhos).






Um salve a Cultura!!!  seja em qualquer parte da cidade, do Brasil e do Mundo.

Rosa...

senna


A rosa que destila bálsamo,
Não a tiro do meu quintal.
Ela responde minha alma...
Acaricia-me e trás calma,
Enterrando no canteiro,
Todo meu desfalecimento.



(((Camila Senna )))

.

Nós

Nós



Você é... D(eu)s!


10/02/2011.

Poema de autoria de Milton Filho

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Os grous de Íbicus

Um Poema Mitológico sobre a descoberta dos assassinos de Íbicus.
As Eumênides cantavam, mas os grous (aves que presenciam a cena) da morte de Íbicus, um músico, descobriram os seus assassinos com essa frase:

"Os Grous de Íbicus"

Na trilha do escuro bosque surgiram
Ladrões. Com a música, Íbicus segue,
Num ato perece. As aves que viram
A morte, a pedido, tramam seu blefe.

Os grous a flanar na festa seguiram
Os rudes, de ferros soltos à plebe
Entregues. Dois gritos rompem e guiam
A turba. _Dois réus, dois maus se percebe!

_Confessos, punidos pelos grous! Voam
No enorme e celeste véu a festejar
A justa função de amor dos que doam.

Os versos e cantos de Íbicus entoam
Nas vozes corais brilhantes. Rumam
Ao Sul, grous da excelsa glória a acenar.

Soneto de autoria de Yayá

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Verbo

Na estiva das palavras,
Altercas, xingas, suas,
Imprecas contra o mundo,
Te tentas traduzir.

Na estiva das palavras,
Labor sempre penoso,
Tu queres existir,
Monumentalizar-te.

Na estiva das palavras,
Tu queres transgredir,
Sacar das mãos anéis,
Os signos mutantes.

Na estiva das palavras,
Tu sangras e respiras
Retórica e sofismas
De luta interminável.

Na estiva das palavras,
Gritaste: “- Crucifica-o!”
Também martirizado
Na ambígua cruz da história.

Na estiva das palavras,
Sem dúvida verteste
Sentenças incontáveis,
Doutrinas e linguagem,

Loquazes paladinos,
Astutos e prolixos,
Que sabem como o gárgula
Usar bem a garganta,

Lançar verboso líquido
A tantos corações
Logrados no artifício
Das fábulas e máximas.

Na estiva das palavras,
Disputas e recreios,
Embate de discursos,
Nas sendas do ideário,

Travaste arrebatado,
Filósofo ou poeta,
Retórico ou sofista,
Em dúvida inquietante

Pensando respondê-la
Com séria metafísica,
Com fé e ideologia
Em busca de ti mesmo,

Do mundo que circunda
Teu frágil coração
Com vasto palavrório
De púlpito e sermões;

De tudo que te aflige,
A própria realidade
Que buscas na linguagem -
Perfeita relação,

Total homologia
Da imagem co’o real,
Da coisa co’a palavra,
Idéias e juízos

Que fazem de ti mesmo
Homílias e quimeras,
Mentida ficção
De que és um novo Adão.

E agora: que fazer?
Ser dono das certezas
É coisa de descrer!
Tu jogas co’infinito...

Na estiva das palavras,
Aspiras ao eterno,
Restando só de nítido
Um ritmo e sentido

Cativos de si mesmos,
Embora sempre queiram,
Suando gente alheia,
Enfim tornar-se livres,

De si até ser livres,
Do que não nos cativa,
Do que mantém cativo,
Do que não grita vivo

No dorso do argumento,
No braço da palavra,
Na luta do operário,
Na estiva do poeta.

Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Estevão

Diga-me que as pedras que levaste
Hoje mesmo pesa em outras costas;
Culpas teus algozes a um desgaste
Pífio e vadio, e assim te mostras.

Tantas as pedradas de arremate,
Raiva descabida, lambe-botas
Ágeis que impuseram xeque-mate.
Saibas desse amor de quem tu gostas!

Ombros dos umbrais aos quais quedaste,
Coro de mortais inomináveis,
Nesses, os que esquecem a “Livre Haste”.

Grande sofrimento o qual passaste,
Dessas aflições abomináveis;
Átrio insistente de um contraste.

Soneto de autoria de Yayá.

VIDA ENCANTADA



                                                       VIDA ENCANTADA

Agora escrevo meu sangue
Tudo que passou
Atravessou o peito
E o mutilou

Fiz a barba às pressas
Com meu corpo ainda despido
E marcado pelo tempo
Que ainda não chegou

O espelho esmagou
Minha solidão
Com a peste do cacete
Que deixei sobre a mesa do café

Os arrepios são sinais
Das imagens
Que vivem bailando
Nas ruas onde ando

A praça é meu destino
Quando preciso me exilar
Minha caverna para hibernar
Na embriaguez que me naufragou
Que minha alto-estima aniquilou

O inimigo está lá fora
Entre as sombras que
Assombram meus dias

Pronto para me abocanhar
Louco para me torturar
Quando eu sair pela porta
Para justificar a merda de vida
Embriagada que vivo a levar

Poema Desconcertado




Quisera Deus que eu escrevesse estas palavras para me expressar
Mas, na verdade, escrevo para me desabafar.
Como um fantasma obsessor
Tu ressurges do nada para me confundir
como uma dor que se finge de orgasmo só para me iludir.
Eu pisava em nuvens com o asfalto protegendo a minha cabeça
Quando aparecestes conduzindo meus olhos.
Tu eras tão exuberante quanto uma aquarela
e eu me via tão comum quanto uma telenovela
quando eu gostei do teu jeito de andar
do teu jeito de não me notar.
Eu era um peixe falastrão passeando por praias mudas.
Na ânsia de ter o que se quer
todo homem é meio Jesus e meio Judas.
Desse vinho queria eu beber até a última dose
e era em ti que eu refletia toda a minha neurose.
Questionando os vaidosos que arrogantemente somos
não sei se ainda guardas as marcas de meus dentes em teus ombros.
Nesse romance mal interpretado de personagens mal explorados
Tu permitias que eu me perdesse entre frases feitas,
pessoas mal resolvidas,
pensamentos bobos,
coisas mal ditas.
E eu só queria,
pelo menos uma vez na vida,
que os nossos corpos
fizessem parte dos vários pares de corpos que rolam na noite
Mesmo com toda dor que isso pudesse causar,
Mesmo com toda camisinha que disso pudesse cuidar.
Caindo na boca de toda essa gente.
Ao mesmo tempo igual
ao mesmo tempo tão diferente.
Pois teu jeito entrou na minha cabeça
como um espermatozóide enlouquecido
penetrando o óvulo umedecido
que fecundado gerou um abismo
onde eu insisto em afundar.
Caindo na boca de todo esse pessoal.
Ao mesmo tempo tão diferente
e ao mesmo tempo tão igual.
Na simples aventura de amar,
sinto que meu sentimento vale ouro.
Acredito que fomos feitos para nos encontrar,
mas não feitos um para o outro.
Um sentimento que pareça bastante verdadeiro
não quer dizer que seja totalmente sincero.
Um pensamento que se apresente muito mentiroso
não quer dizer que seja absolutamente hipócrita.
Hoje,
por não ter resistido ao fascínio,
grito a minha histeria,
me condenando ao ócio eterno
e entregando minha carne a pernilongos.
Na verdade, não te culpo por não ter me achado.
Sua grande crueldade foi não ter me amado.

Marcio Rufino
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