
Ando a dois passos a sua frente...
e não há mais com quem andar.
Ando sem saber o que é amor próprio...
há perigo a quem vier...
estou sempre a margem do rio,
a margem da boca,
a margem do amor e do calor,
a margem de tuas entranhas,
a margem da vida...
sou inteiramente um marginal sem escrúpulos,
amo sem pensar,
satisfaço com prazer...
e onde estou?
Deitado entre teus seios
no meio da noite...
mas quem é você?
a angústia de um tempo impossível,
as lágrimas que nunca chorei,
lembranças de uma história curta.
Ando a dois passos a sua frente
mas teu cheiro me acompanha,
teu olhar desorienta
e me afogo na confusão dos sentidos...
na longa noite a tua espera, perdição,
em sua noite de sono, outro dia amanheceu...
Fabiano Soares da Silva
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Um comentário:
Adoro a sua doce e certeira maneira de escrever sobre o amor! Vê se aparece e/ou liga. Grande beijo!
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