Manifesto do coletivo Pó de Poesia
O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.
Creia.
A poesia pode.
(Ivone Landim)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Sarau Donana
Aniversário de 4 anos do
Grupo
Pó de Poesia
* Recital com poetas da Baixada Fluminense.
* Exibição de Vídeos.
* Exposição de livros e fanzines.
* Música - Dida Nascimento canta poemas.
Entrada Gratuita
Dia 28/07 À partir das 19:00
Centro Cultural Donana
Rua Aguapeí, 197 - Piam - B. Roxo
quinta-feira, 19 de julho de 2012
"pós.."
(tão tarde,)
à temperatura abstracta de alguma suposição
água da sede que descobre o corpo(aos olhos..)
e.
um conto breve..
e: fim,
..
seja à marca da precisão/impulso que se orienta
sejam os passos caídos de uma rescisão qualquer
ou mesmo retrato
tão..
posto
tão hábito fácil de criar-te
de dias
de noites
coincidentes(prementes..)
à letra repente(a que te tenta..)
em partes da cena(cortina) que(nem.) te servirá..
..
qual lado: retrátil.
pretérito de ti:
acto!
sopro-perfeito
ponto preciso
algures
lados
teus
inteiros..
qual sentido da métrica e fim?
qual eclosão de métodos por lembrar-te(assim..?)
das minhas mentiras decifradas
tais ilhas, tais..
preces
de
cada
eu já nem tenho um pacto de lâminas
e as minhas decisões, eu te entreguei
eu já fechei a porta dos meus olhos que te dormem
eu
já
nem espero ter o que te sei..
breve ilusão
à marca da linha passageira
breve conto fictício, me seria
este,
se
as minhas quedas,
nao te procurassem mais..
..
"eu olho você afundar..
eu vejo os meu ecos te revelarem
eu olho as tuas pálpebras enfileiradas
e são as minhas contendas em queima
eu olho os teus passos sumirem
e as minhas tintas nao me deixam ir
eu olho você afundar, (...)"
..
tal êxito de compreensão abstracta
minhas verves
minhas. páginas
...
Poema de Azke
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carochas, bicicletas & biplanos - 30
Charles Bukwoski descreve sexo gratuito com mulheres ocasionais e prostitutas. A maior parte das pessoas não querem ser apanhadas a ler porcarias dessas. A maioria dos frequentadores do metropolitano não anda com um Bukwoski debaixo do braço. Nunca vi Women, ou Post Office a ser lido, nessas viagens. No entanto, é lido. Por estudantes universitários vestidos de negro ou miúdas em confronto com a sociedade carregadas de piercings? Matronas de idade e peso, divorciadas e a viverem uma nova juventude? Lê-se nos bares? Nas esquinas do negócio do corpo? Quem lê Buk? Isso para mim não me interessa. Eu sei que por mais contra a prostituição que eu seja, não deixarão de existir mulheres a venderem sexo, hoje, amanhã e amanhã. Por mais que eu repudie o público que alimenta a indústria do aluguer do corpo da mulher para a fantasia dos prazeres, na rua e nos seus submundos, que alimentam outros submundos de toxicodependência e alcoolismo e todos os seus efeitos adversos, hoje e amanhã e amanhã, homens e mulheres (não?) de todos os quadrantes sociais, nas sombras da noite continuarão a alimentar esse monstro devorador de vidas que é a industria do sexo à venda nas esquinas e nos antros de má música, más e caras bebidas. Bukwoski anda à vontade nesses mundos e relata-os tal e qual como são. Não é um monstro, é apenas um homem feio de barriga saliente que enfrenta a vida como ela se lhe apresenta. E escreve sobre isso. Não existe em português de Portugal ou Brasil, por exemplo, nenhum escritor semelhante. Temos Kafkas, Nerudas, Dickens e até Henry Millers mas Bukwoski não.
Há gravações no YouTube, de Bukwoski bêbedo a bater numa mulher tão ébria quanto ele. Ler Bukwoski não me faz um apreciador de violência doméstica que repúdio até ao extremo. Ler Buk não nos transforma em Buk. Apenas reconhecemos que há um mundo assim. E aconselho veemente a sua autobiografia parcial: Ham on Rye, onde tudo começa, como Bukwoski se torna Bukwoski. Tudo mergulhado numa franqueza, frontalidade e sinceridade desarmante.
Este é apenas um texto, portanto um ou outro ponto de vista pois há muito mais a considerar. E se pensam que por ser leitor de Bukwoski serei parecido a ele ou o imito, paciência, não se pode ter tudo – leitores que filtrem e interpretem de forma perfeita o que se dá a ler são raros e todos esquimós, e se acharem que através de Bukwoski me conhecem então é semelhante a atravessar o oceano pacífico via Paris. Mas nunca se sabe. Posso estar enganado. Um abraço.
Jul. 12
Autor: Carlos Teixeira Luís
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carcohas, bicicletas & biplanos - 29
Não basta ler um livro de Auster, não basta ter lido a Trilogia de Nova Iorque, não basta ter visionado um dos seus filmes. No conjunto há uma obra, pronta a ser explorada como um turista apanhado numa rede de enganos e que se perde para nunca mais querer ser achado. Só assim se apanha o âmago da questão e em seguida entra-se em dúvida, rodopia-se numa roda obsessiva de quarteirão em quarteirão. Paul Auster não é Brooklyn mas habita-a e Brooklyn habita-o. E como leitores atentos, passa a habitar-nos.
Gosto muito dos seus filmes, produzidos ou realizados, em parceria com Wayne Chang, Lulu on the Bridge, com o habitual Harvey Keitel, Mira Sorvino, em volta de um saxofonista que leva um tiro, o seu Smoke, com o excelente William Hurt, Harvey Keitel, Forest Whitaker, e muitos outros, gente que se junta à volta duma loja de tabaco, este filme tem um prolongamento na espécie de documentário de bairro, que é Blue in the face, destaco uma participação de Lou Reed a falar do que gosta em Nova Iorque, e muito mais.
Há uma América que salta dos seus livros para o mundo, autêntica mas que não deixa de sonhar.
Paul Auster é casado com Siri Hustvedt, de ascendência norueguesa também ela escritora singular e de grande profundidade. Diferente de Auster como da noite para o dia. Os seus escritos são reflexivos e por vezes muito perto do ensaio. Um caso de um casal dedicado á Literatura e de grande talento. A História não repetiu muitos exemplos destes como se sabe. Mas este texto é sobre Paul Auster. Apenas para acrescentar que devia ser obrigatório ler este escritor. Experimentem. Comecem pela Trilogia de Nova Iorque, ou Loucuras de Brooklyn ou qualquer outro. Em Portugal são todos editados pela casa Edições Asa, agora no grupo Leya. Aposta do ex-editor da Asa e agora editor-responsável pela Porto Editora, Manuel Alberto Valente, homem de livros e autores, como antigamente.
Jul. 12
Autor: Carlos Teixeira Luís
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
dia zero
Autor: Sampaio Rego
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restos de bolacha
o babado da saia brincava de vento
a paineira carregadinha
provinha sombra que o sol não alcança
o céu era o esconderijo de Deus
os olhos faziam pausa
para uma joaninha passar
o rio era música baixinha
para brincar de ser feliz por nada
o final do dia continuava no sorriso
com que minha avó me acolhia
restos de bolacha até o quarto
colcha de crochê beirando o chão
o travesseiro quentinho
aguardando os sonhos de menina
Poema de Vânia Lopez
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terça-feira, 17 de julho de 2012
"perfil"
por este tempo..
à névoa da têmpora sem o brilho-crente e/ou desigual..
só
este exemplo. por intuito..(e forma)
quisera dar-lhe às asas, e. roubar-te: o sol.
e,
já refém do barco suposto, a tempestade..
ao alvitre de coleccionar os modos à sensação
serve-me, à perdida noção!! e guia-me aos olhos..
poderiam estes espasmos, consultarem-te?
à comum impressão de letargia e psicodélico confronto..
poderiam? às avessas re-voltas em sequestro de ar teu, a..
decifrarem-te.. a devastarem o canto além da tua vez?
pois,
te seja à carta que não quis ver
te seja às costas dos lapsos em mãos e solução
e
te seja à hora
do blefe
do preço.
do ensejo que te toma em febre
pois,
à página. te é.
por meu exemplo de glórias
minha conduta em exceção
por rescindir-me
já, aqui..
tempo.
à palavra que define um ponto
e
breve sonho.
e de ti, então,
a separar..
Poema de Azke
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carochas, bicicletas & biplanos - 28
Não gosto de livros com grandes capas a ilustração a ouro e capa rija de pele para durar século e meio. A não ser a Bíblia. Nem Camões. O meu exemplar de Lusíadas, funcional e que está comigo no trabalho é uma edição de bolso que me custou 1 euro. Gosto de livros em edição paperback, baratos, que se podem comprar nos aeroportos e nas bombas de gasolina. Livros que se podem pôr a chávena de café em cima, enquanto se conversa e se faz outra coisa. Livros que não se lamenta que caiam ao chão ou se encham de areia. Mas não gosto de livros com folhas dobradas nem manchados de gordura. Isso não. Gosto de usar um livro, estimá-lo e sempre mantê-lo em condições que o possa emprestar. Detesto livros mal colados. Servem para se deitar fora e não se deita fora livros. Teoricamente. O livro caro porque a capa é boa é como as antigas aparelhagens monstruosas que serviam para ouvir música sofrível a todos os níveis. Gastar muito dinheiro num livro corrente não faz sentido. Seja a divina comédia ou um policial de agatha christie, por sinal gosto de ambos. Mas não sou contra as capas duras, nem os livros grandes. É só que eu gosto de ler na rua, no metropolitano, em viagem, no carro, no banho, na sanita, na cama, na mesa, em todas as refeições, na praia, na piscina, no futebol, no concerto, no bar, na discoteca (detesto discotecas mas houve sempre um período em que se frequentava para se ganhar uma dor de cabeça e ficar com os pés amassados das pisadelas), na igreja só em visita, pois não frequento igrejas religiosamente, no deserto, na montanha, em fuga, sentado e em pé, a correr e parado, acordado e a dormir (um exercício cansativo mas na fronteira entre acordado e desperto é possível). Claro que o livro de cartão e papel vai sendo reduzido até acabar em tablets e outras formas de livro, virtual e como objecto mas sem papel, pois as árvores não aguentam mais e eu gosto de árvores mais do que livros ou equiparável. Não sei como vai ser amanhã mas hoje contento-me em ser barato no meu gosto por livros.
Jul. 12
Autor: Carlos Teixeira Luís
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carochas, bicicletas & biplanos - 27
Jul. 12
Autor: Carlos Teixeira Luís
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domingo, 15 de julho de 2012
[poema 12]
algures alguém em extremo desencante (assinalável) propício
resvalado em céus da boca ou alturas desmedidas de vício
que esse alguém torcido (em letras) procurasse às cautelas
dos ímpares o par muitas plumas e a rodos amor dentro delas
que no fim acerado grotescamente metade hélice e metade fera
voasse aos confins e voltasse algarismo locomotiva (mário) ou quimera
.
Poema de Mario Revisited
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sábado, 14 de julho de 2012
Cântico
Não inspira,
Não me importo.
Vivo assim:
Dentre tantas mentiras,
Escolho uma ou duas
Que, ao menos,
Façam sentido pra mim.
Por isso, amigos,
Se quiserem,
Me acusem de poeta cínico
Ou de ter partido
As asas do querubim.
É mentira!
Não me importo.
Em verdade tudo transformo
Ao som da lira,
Porque gosto
De verdades mentidas
E gozo
Ao ver aqueles
Que ainda crêem
Em coisas absolutas
Na vida.
Teu canto
É nada ou pouco,
Não me importo.
Torno-me os versos
O meu reverso
E os ofereço a todos
Sem esperar nada,
Nenhum troco
Ou que percebam
O próprio engodo.
Está morto
Ou morrendo está,
Com isso me rejubilo,
Por saber
Que componho um hino
A todos fraterno,
Que nos deixa isentos
E desnudos do fardo
De sermos eternos.
Do dia-a-dia,
Transformas a poesia
Na nossa ruína,
Não me abato;
Escrever só nos lancina
E nos inocula
Com o mundo
E a estricnina.
Faz-me sentir
Num exílio,
Não há encanto,
Nada de sublime
No teu canto,
Não me espanto.
Não há como atingi-los
Sem antes
Cometer-se um crime,
Expor numa vitrine
Tudo o que nos reprime
Para a quebrarmos
Beligerantes.
Malgrado digam:
Só amas o chão,
O parco instante,
Não me importo.
A terra, o céu,
O sol radiante,
O corpo vão,
Tudo o que vês
Perecerá
Nesta láctea via
De fluidez.
Malgrado digam:
Tudo o que cantas
Te vai mandar
Para o inferno,
Não me importo.
Sei que nada é fixo
Ou sempiterno
E que, como todos
Que se persignam
Com crucifixos
Ou que não crêem
Na parasceve,
Em breve,
Me tornarei pó, lodo,
Enquanto cantam
Os rapsodos.
Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados
Uma morte azul
- Por que não três gotas de Chanel número cinco ?.
Mesmo não sendo um homicídio (que de certa forma era) , antes suicídio consumado a quatro mãos (duas da bela assassina de si mesmo) nem assim o queria plágio :
- Não sou a Marylin
Gostosas e tépidas mãos do seu mais louco amante, disposto a ir onde os outros recuaram por não compreender que aquele morrer era um supremo gozo , inigualável porque definitivo em seu impacto de vagalhões de prazer a submergirem o seu corpo, azul da cor do mar, entre aquelas tão pequenas ilhas, onde tudo isso poderia ser um filme (nós e apenas o sol por testemunha) mas o sol não era nada, apenas figurava naquele equador , no esvair-se da vida comum para a liquidez que dissolvendo, acrescenta-nos ao todo maior.Então lembrei da primeira vez que me ordenou o suplício,aquela pequena introdução á asfixia, em meio ao gozo, sacudida e inundada por mim , aríete e fonte , a serviço do tesão infinito, multiplicado á cada compressão do pescoço sedoso, luzidio ,untado,perfumado e cheirando a sol , minhas mãos deslizando na mesma cadencia em que lhe percutia o interior, a caminho do prazer oceânico , seguido do largo e profundo sono dos amantes .
Então , que o mar te receba , azul em todo resplendor que um veranico poderia nos oferecer ; agora toda inércia e serenidade, atingiste o teu nirvana ; percebo o sangue nos meus braços lanhados por tuas unhas que apenas eu sei resultado do prazer supremo , não do medo nem do tolo apego á vida que sempre censuraste , pois toda maneira de amor vale a pena ; entre nós, a vida tangenciando a morte anos e anos ,em que te completava e seduzia, pelas mãos mais fortes e precisas já vistas nas tuas andanças pelo mundo . Descobri a proximidade de viver e findar-se , no momento do gozo , onde morremos para nós mesmos e para o mundo na brevidade casual e humana que nunca te satisfez. Escolheste hoje, o gozo supremo , sob este céu sem nuvens e um sol agora meio escorregadio para a curva do horizonte,deslizando,como indo ao teu encontro, no cemitério marinho .
Ligo o barco ,faço- o descrever um adeus em larga e preguiçosa parábola ; sigo sem olhar a esteira do meu caminho , vezo e sina de vida breve .
Conto de André Albuquerque
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
mnemosine
* comentário a um texto da vânia lopez que. carinhosamente. faz o favor de ser minha amiga preenchendo os silêncios da escrita com palavras de incentivo ao meu louco amadorismo de tentar escrever
Autor: Sampaio Rego
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
basta um olhar atirado ao peito
Autor: Vânia Lopez
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
carochas, bicicletas & biplanos - 26
Só há bem pouco tempo é que descobri um certo tema recorrente em todos os meus escritos. Todos. E não sou eu. Não escrevo sobre mim, mesmo que o faça na primeira pessoa, como acontece na maioria das vezes. É sempre sobre outro eu que não exactamente eu. E quando coloco esses textos em locais virtuais sujeitos a comentários, esses mesmos comentários, leituras e interpretações levam o sentido do texto a paisagens novas nunca sonhadas por mim. Isso dá-me um certo prazer, embora nem sempre, ler o que outros lêem daquilo que escrevo. Confesso que brinco muito com a realidade e a memória, partindo do real para o pressuposto, do normal para o absurdo, daqui para ali e a viagem de volta. E o real tem tanto de improviso e impossível que não precisa ser inventado. Tudo existe para ser observado. Saibamos como.
Jul. 12
Autor: Carlos Teixeira Luís
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Poema dos três cachimbos
essa intercalar voz rouca de telefonista
o meu nipónico desejo por às terças a rodos cintilante
e aquele propício segurança do parque de estacionamento
em aceradas e concretas suspeitas de
.
Poema de MarioRevisited
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Ela dança...
sexta-feira, 6 de julho de 2012
[...descansam as amendoeiras do inverno
descansam as amendoeiras do inverno
com alguns pássaros escondidos pelos ramos vazios,
vazias as mãos que seguram todas as águas por momentos,
vazio o dia que se atormenta ao se esconder,
vazio o beijo, dir-me-às,
e como é bela a amendoeira em flor pelo inverno,
renova-se,
vazia a nudez dos nossos corpos, dir-te-ei.
Salso o mar que as brumas esvaziam,
quão distantes as cousas por escrever,
talvez o amar, talvez a saudade,
cruel olvidar que se adianta a tudo, eu sei.
…
[… e hoje, amanheceram-se repentinos os ventos a norte,
apenas eles conseguem despentear as ondas,
apenas eles me acordaram distante,
que eu crepite, que eu arda...]
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"Acesso.."
assim, ao tempo. e descaso retrátil, em obtuso erro (ao)que te compreende o provocar
ao olhos, o exemplo.
em leito privado qual, conto. e(este..) fim!
vê. esta linha que te devolve à canção inteira de um outro dado/supor
(suponha..) às vezes insanas da história mais breve que um dia, te absorveu
suponha os teu passos em lados opostos. e livres. de ti
em derredor
e
queira..
minha linha desfeita ao que te aguarda o exercício
queira ocupar-se de gravuras
a um. ensaio de presságios
qual ímpeto que te (ora/ou-outra..)serviu
à luta mais eleita(a: aceita de ti.)
ou império..
convulsão e entrevista acima da minha tola/total impressão
e conforto
seja-te(lei) ao total esboço que(,sim!) darei o exemplo
oh minha,
magdalena..
desde ao castelo de ar
árido controle deste credo e período composto
se for..
a ser-te. aos poucos
minha febre que te desnivela o veto
minha boca calada da toda mentira privada de ti
minha letra criada
em chamas
em queda e lápide de forma que te aprende
tal(à)
esta
fé..
e,
nada te compara ao lado em outro ponto qualquer
(nada! do que te ser/ter em outro corpo, que não
o teu.)
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
História Sucinta da Antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S)
Martelo
e
Foi-se
.
Poema de MarioRevisited
