Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



sexta-feira, 14 de maio de 2010

CORAÇÃO QUE AMA



CORAÇÃO QUE AMA

O coração que ama
É oásis no deserto e alimento ao faminto
Água ao sedento, força para o fraco
Consolo ao aflito

É paz em meio a guerra
Não tarda, não se esconde
É um pouco do céu aqui na terra

O coração que ama
Não busca glória e nem recompensa
A ninguém diminui, a ninguém entristece
Na bonança está presente
Na tormenta não desaparece

O coração que ama tudo suporta
Perdoa sem ser perdoado
Ama sem ser amado
Não maltrata quando maltratado
Não julga quando é julgado

O coração que ama
Não se cansa de fazer o bem
Não difama, não agride, não acusa
Sabe a hora de ouvir e a hora de falar
E se nada pode fazer, sabe a hora de se calar

O coração que ama desse jeito
Aprendeu com a crucificação
Que se não pode pôr nos ombros sua cruz
Te sustenta, te carrega e te ajuda em oração

Autora: Silviah Carvalho

SONETO À FLOR DOS TEUS SENTIDOS



SONETO À FLOR DOS TEUS SENTIDOS

Não poderei dizer com firmeza
Se nos poemas a minha alma exponho
A poesia é carne, caminho e sonho
Em que todos têm a mesma beleza

Alma que pode ser a tua ou a de um anjo
Não a distingo de mim nem da canção
Na poesia tenho mais de um coração
Que palpitam formando um belo arranjo

Se disser que sou flor mesmo não sendo
A verdade de outrem é meu rebento
Pois eu digo que outras almas são minhas

Contudo, se de mim duvidas tanto
Se a ti provoco desmedido espanto
Tem fé, então, nessas minhas entrelinhas

Autora: Luciene Lima Prado