Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



terça-feira, 24 de abril de 2012

carnação da canção


choro, me recusando;
o passado não esconde,
o tempo me indaga onde,
o lugar questiona quando.
velando, chamo: não venho.
aos duelos contra a parede,
meu pesadelo franze o cenho.
essa manhã me traz mais sede;
a tez da água em que me banho
torna-se, ao toque, mais clara.
lavo o rosto em frente ao sonho,
mas o olhar d'água não se separa.
a cada jorro o sorriso me escorre,
outro morre num verso que componho.
era feliz antes do sonho moribundo:
lágrimas novas, velhas conversas,
e o mar que sou vai mais bravio
às vontades as mais dispersas.
eu tenho pressa e não afundo
meu sonho em nenhum navio;
essa nau, recolho logo
e meu sonho, sombrio,
levo à água e afogo.

Poema de Caíto

Inspirado no poema "Canção" de Cecília Meireles.