Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Deuses

Se existe um deus
Que se interessa
Por tanta gente,
De certo é o sol

Com seu calor,
Feixe de fótons
De labaredas
Por vasto céu.

Se existe um deus
Ínclito e forte,
Só pode ser
Alfa Centauro,

A Betelgeuse,
Gigante prestes
A desabar
Sobre si mesma,

Cisne X-1
Ou os pulsáres
Como faróis
A irradiarem

Raios letais
Por todo o espaço;
Ou os quasáres
A propagarem

Luz e matéria
Pelo infinito;
Ou os severos
Buracos negros

A devorarem
A própria luz
Que me ilumina
Do firmamento.

Se existe um deus,
Só pode ser
As centilhões
De estrelas vivas

Que vão morrer
Numa explosão
De gás e pó,
Matéria à vida

À formação
De novos sóis
E novas terras,
Ao chão e ao berço

De mais espécies
Que indagarão
Se não surgimos
Do pó de estrelas.

Deuses que não
Protegem, cuidam,
Que não se alegram
Com quem formaram,

Que não te julgam
Por não ter fé,
Tão pouco amor
A Deus e ao próximo,

Porque são gases,
São reações
Que geram luz,
Toda energia

Que faz do solo
Nascer o trigo
E o pasto ao gado,
Enquanto rezas,

Enquanto pedes
Sem perceberes
Que a vastidão
Não tem memória

Não tem vontade,
Sequer um plano
Diverso disto:
Do que formou

E destruiu
Pela entropia,
Por tantas vezes,
Teu firmamento.

Por isso, eu peço,
Aos deuses, rogo:
- Vem, contra mim,
Ó imensa Andrômeda,

Chocar-se toda
Devoradora
E canibal
Para formar

Do caos, a lei,
Novas galáxias
E aglomerados
De leite e luz.

Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.

2 comentários:

Marcio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcio disse...

Querido Felipe,

Simplesmente fenomenal. Vc se superou neste poema. Com certeza vc estava 100% inpirado pela musa Calíope. Rsrsrs. É um prazer inenarrável ler seus poemas aqui no blog do Pó de Poesia.Grande abraço!!!