Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



quinta-feira, 24 de março de 2011

A Pouca Elipse Nau

Uma Bad Trip

O Fim do Mundo vai acabar comigo
O Fim do Mundo vai acabar com você
O Fim do Mundo vai acabar com tudo
O Fim do Mundo vai acabar

Uso e abuso das minhas drogas
A vida é uma droga
O mundo é uma droga
A vida é uma droga maior do que a droga do mundo
A vida carrega o mundo nas costas
E ainda sobra espaço para outros mundos
Espaços infinitos por todos os lados

Uso e abuso das minhas drogas
Para o bem da droga do planeta
Para o futuro da droga do Universo
A humanidade extinta
Torço para que existam outros seres
Em outros mundos afastados muito mais avançados
Os seres visíveis estão com os dias contados

Rejeita a carne humana
Seu leão
Rejeita a carne humana
Tu oh tubarão
Rejeita a carne humana
Seu jacaré
Rejeita a carne humana
Oh bicho de pé
Carne humana dá indigestão
Nos vermes

A droga do mundo é dos insetos
A droga do mundo pertence aos vermes
Aos micróbios aos vírus
Os microrganismos dominarão a droga do mundo

Homem madeira
Podre por dentro
Expelindo a podridão por todos os vãos
Olhos ouvidos boca nariz umbigo pau cu buceta poros
E armazenando ainda mais
Para mais tarde

Já que eu não posso destruir o mundo
Já que eu não posso acabar com tudo
Já que eu não posso comigo
Já que eu não posso com você
Eu não preciso de nada
Eu não preciso de ninguém
Eu não preciso de mim
Eu não preciso de mim
Eu não preciso de mim eu não preciso de mim

Poema de Andri Carvão

2 comentários:

ﻝefferson de Anglesorath disse...

Esse poema é bom de verdade! Me chamou atenção a sua forma. Parabéns autor, que suponho que seja o Andri Carvão.

Andri Carvão disse...

Valeu, Jefferson! Eu não estava num bom dia! Grande Abraço!