Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



quarta-feira, 3 de março de 2010

O herói e o piloto




Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Peregrino destes mares,
Te perdeste em Lituânia.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Peregrino destes mares
Te perdeste em Mauritânia.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Peregrino destes mares,
Te perdeste em tanta insânia.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Peregrinos destes mares,
Degredado pela infâmia.

Vasco da Gama,
Te esqueça da fama,
Peregrino destes mares
Naufragado dos azares.

Vasco da Gama,
Cadê tua chama,
Peregrino destes mares
Sem ninguém para velares?

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Em estranha Lituânia
Há polaca que te inflama.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Em perdida Mauritânia
Há um porto que te chama.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Peregrino destes mares,
Vê se esquece a Lusitânia!
Vasco da Gama
Sem nau capitânia
Neste mundo de nevasca,
Só te resta mesmo o Alasca.

Vasco da Gama
Sem nau capitânia,
Entra agora em nau anônima
Que se esfuma momentânea.

Vasco da Gama,
Sem Ibn Majid,
Que seria de tua fama?
Que seria dos Lusíadas?

Vasco da Gama,
Sem Ibn Majid,
Que seria de tua gana
Em partir assim valido?

Vasco da Gama,
Sem Ibn Majid
A tornar o mar macio,
Conhecido e navegável!

Vasco da Gama,
Com Ibn Majid,
Deu à história de um império
Larga cópia e uma obra-prima.

Ibn Majid,
Sem Vasco da Gama,
Quase nada contaríamos
Pela história e pelo verso.

Ibn Majid
E Vasco da Gama,
Navegai! Ah, navegai!
Neste mar de tantos ais...

Entrai já em nau anônima
Que se esfuma momentânea,
Porque a história recomeça...
Felipe Mendonça -
Todos os direitos reservados.

Um comentário:

Marcio disse...

Grande Felipe,

Parabéns. Ótimo poema. Belíssima comunicação com "Os Lusíadas" em letra e verso.

Abrçs!!!