Manifesto do coletivo Pó de Poesia

O Poder da Poesia contra qualquer tipo de opressão
Que a Expressão Emocional vença.
E que o dia a dia seja uma grande possibilidade poética...
Se nascemos do pó, se ao morrer voltaremos do pó
Então queremos Renascer do pó da poesia
Queremos a beleza e a juventude do pó da poesia.
A poesia é pólvora. Explode!
O pó mágico da poesia transcende o senso comum.
Leva-nos para um outro mundo de criatividade, imaginação.
Para o desconhecido; o inatingível mundo das transgressões do amor
E da insondável vida...
Nosso tempo é o pó da ampulheta. Fugaz.
Como a palavra que escapa para formar o verso
O despretensioso verso...
Queremos desengavetar e sacudir o pó que esconde o poema...
Queremos o Pó da Poesia em todas as linguagens da Arte e da Cultura.
O Pó que cura.
Queremos ressignificar a palavra Pó.
O pó da metáfora da poesia.
A poesia em todos os poros.
A poesia na veia.


Creia.


A poesia pode.


(Ivone Landim)



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Os amigos

Ontem andando na rua
Vi vários amigos...
Mas eram mais novos, pensava:
Estão com a aparência velha...

Aquele ali, como está acabado!
Nossa! O Fábio... Não é possível...
Passei a mão na cabeça sem cabelos...
Fui para casa...

Tomei banho, fiz a barba
Achei que estava ótimo
A aparência... É lógico!
Coitados dos meus amigos...

Envelheceram depressa...

Poema de Victorvapf

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como se soasse firmamento

num peito coalhado de girassóis
a vida tem vista para o mar

onde vivo hospedada
com uma flor atrás da orelha
a beber piña colada

nas mãos em concha
uma alma
já incluída na diária
junto a uma pilha de raízes da estação
só pra descansar a respiração
de borboletas e beija flores

deito no topo do corpo
desço só à noitinha...

cada novo dia
é como mar interior na arrebentação
apaga todos os nexos
toma qualquer forma
em todos os cantos de dentro

(arrepia o espelho...)

Poema de Vânia Lopez

Exagero

Eu quero ser
um Quero-quero:
um teimoso
sincero.

Eu quero ser
um Bem-te-vi
cantando
uma Sucuri.

Eu quero ser
um Papagaio,
pondo meu bico
num balaio.

Eu quero ser
uma Arara,
no deserto
do Saara..

Eu quero ser
uma Gaivota
sobrevoando
uma ilhota.

Eu quero ser
uma Ema:
sul-americana
da gema.

Eu quero ser
um Pica-pau,
e vir a ser
um bacurau.

Eu quero ser
um Pelicano
pescando peixes
por engano.

Eu quero ser
um’Andorinha.
De estatura
pequenininha.

Eu quero ser
um Urubu
sofisticando
o menu.

Eu quero ser
uma Coruja.
Que bela mãe
a dita-cuja.

Eu quero ser
um Beija-flor,
sendo do pólen
o predador.

Eu quero ser
um Periquito,
e na gaiola
dou faniquito.

Eu quer ser
um avestruz
na velocidade
da luz.

Eu quero ser
um Albatroz,
muito voraz,
muito feroz.

Eu quero ser
uma cegonha:
monogâmica
sem vergonha.

Eu quero ser
qualquer ave
e imitar
uma espaçonave.

Eu quero ser
um Quero-quero?
Não quero nada!
Eu exagero.

Poema de Isaac Bugarim

sábado, 16 de julho de 2011

Pó de Poesia comemora três anos e lança zine











O Pó de Poesia comemora três anos de existência e lança seus fanzines de abril, maio, junho e julho com poemas de poetas fixos do coletivo Ivone Landim, Dida Nascimento, Marcio Rufino, Jorge Medeiros, Ramide Beneret, Arnoldo Pimentel, Camila Senna e Felipe Mendonça. A confecção do zine foi realizado através de colagens da poeta, educadora e artista plástica Ivone Landim, também mentora do coletivo.

Terra chamada vontade...


Construimos um altar...
Tinha flores,
Perfume,
Esperança.

Fomos para nosso lar...
Tinha sofá,
Comida na panela,
Primavera.

No caminho...
Tinha espinhos,
Mesquinhos,
Muita maldade.

Continuamos...
Não foi em vão,
Um amor feito pão,
Não termina sem chão.

Estamos aqui...
Com herdeiros,
Com a vontade,
Sempre em busca da felicidade.
Viver em parceria é uma traquinagem
Numa terra chamada vontade.




((( Camila Senna )))

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Como uma navalha

Tão afiada como uma navalha
Ao fazer a barba (cortes, cortes)
Que sangram como sangra n´alma
Da dor das malditas palavras!
Impensadas!
Injustas!
Tão profundas, que o corpo
Se curva
A mente se turva
Teu eu, já não é seu
Perdeu-se...
Foi-se no turbilhão
Desse vermelho tão
Vermelho, como a
Maré vermelha do
Mês de janeiro.

Poema de Sandra Soares

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Spleen

Jogue o meu corpo
numa vala ou no esgoto!
Jogue-o na privada!
Eu sei que eu sou um escroto!

Jogue o meu corpo
num bordel ou no lixão!
Jogue-o na calçada!
Eu sei que eu sou um cão!

Jogue o meu corpo
na Via Dutra ou dum viaduto!
Jogue-o da sacada!
Eu sei que eu sou um bruto!

Jogue o meu corpo
da janela do último andar!
Jogue-o da escada!
Eu sei que eu sou de lascar!

Jogue o meu corpo
num gancho de açougue!
Jogue-o à manada!
Eu não sou eu nada! Jogue!

Poema de Andri Carvão

segunda-feira, 11 de julho de 2011

ANJOS TAMBÉM MORREM


É só um breve caminhar pelas ruas que não existem mais
Algumas pessoas também caminham
A quadra de esporte tem grades cortadas
Vidas pelas ruas com asas amputadas
E o avião apenas passa
Com olhos de águia buscando suas presas
Deixando um rastro de fumaça
Deixando lágrimas nas praças
E o avião apenas passa
Enquanto o anjo ainda insiste
Em falar de esperança
Sem ver que
A rua é o esboço de um quadro
Desenho ainda sendo riscado
Que mostrará a face da solidão
Depois da desilusão
Mostrará nos campos do trigo prometido
A desolação
Visão sem importância para quem está lá no alto
Ou dentro do avião

domingo, 10 de julho de 2011

Herege

passo desigual
re-feito
criado em porções
exímio acto. de olhos
de contos
de velas(elas. não..
queimam.)

à retirada de um pouco
de
ar

(audições)
à providência fechada
da retórica re-alocada do teu nome(lá..)

caso
preferível
sonho
(ir)revelado
nunca (antes)abstracto, porém
inerte
ao toque
(entregue)
do tempo que me acolhe
quando
em frases,
o vento resume-te em: cair

posto, que.

tarde o dia inteiro..
meu conselho(primeiro) e ponto-breve,
(ferve-me!)
por incisão ao mar expulso que me torna
à espera da lima que me atreve
que me
informa.
adiada hora sempiterna
à sede
à prévia de deixar-me..

palavra, à lápide
pois,
(tarde!)

aparte em finais extras
tragédia das cenas vãs
à ilusão re-conhecida
previsão
saída de turnos aos meus (ensaios)interesses,
mas
te digo:
sou um!















..






agora, drama
confessa o crime que não pude resolver
ora, nem quis
ora, nem soube


pois,
contenha-te
à mera-compreensão
(base-cálculo ruim)

e
apenas me valha

à página que me aquece ao frio
quando-aqui, inflama.



















fornalha, "pois"


















(chamas)























.

Poema de Azke

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Grunge

Ouça o Som do Silêncio

Ouça o som
sábio
do silêncio. Ouça o tom.
Mas só ouça-o com
um certo dom.
Ouça o som
fácil
do silêncio. Ouça o tom.
Mas só ouça-o com
um certo dom.
Ouça o som sábio...
Som tom com dom -
SOL!
Ouça o som fácil...
Som tom com dom -
CIO!
Ouça o som do silêncio.
Ouça o som
se
só...

Foda-se!

Muitos têm pouco
e poucos têm muito.

Eu não estou aqui por brincadeira.
Eu não estou brincando.
Eu não estou não.
Eu não estou.
Eu não estou aqui.

Foda-se que se foda o mundo!
Eu não tenho chance,
meu grito não tem alcance.
Foda-se que se foda tudo!
Eu não tenho chance,
meu grito não tem alcance.
Foda-se que se foda!

Muitos têm pouco
e poucos têm muito.

E eu não estou aqui por brincadeira.

A palavra de ordem é foda-se!
Foda-se é palavra de progresso!

Em alto e bom
Som
Não é de bom
Tom

nunca diga nunca
sempre diga sempre
não diga não
só diga sim
sim para o todo
zero vezes nada
o silêncio é cheio de sshh

depressivo..............
!!!!!!!!!!!!!AGRESSIVO
cASA é ÚTERo Ou CéU
??????????????????????

Poema de Andri Carvão

Havia apenas um parque entre elas

o teto era tão alto como um templo
ouvíamos os carros antes de vê-los
eu segurava os pregos
o vento folheava o livro
você era a estrela do meu céu
um tapete verde pela terra afora
as tardes eram em alemão
seus cílios como penas
os ventos eram mansos
o sol acordava cedo
trazia você pra dentro
as árvores tinham alma
festejavam os dias
o trem virava a esquina
enquanto os pais se preparavam
para ir à igreja
as mulheres na janela
você brilhava no calor
o amor tinha frente e verso
andava pelo piso
tornava-se família

de olhar pela janela e esperar...

Poema de Vânia Lopez

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Preciso...

Preciso de um dois por dois
meia dúzia de livros
todo o tempo do dia
dedicado à poesia

Um quarto fechado
uma estante no canto
a cama de solteiro
e me livrar do dinheiro

Preciso do silêncio
de um pouco de luz
de alguém para ler
e as vezes me deter

[preciso...] da estante no canto
teu abraço e teu manto.


Poema de Kleber J G Martins

terça-feira, 5 de julho de 2011

Luiz Gonzaga - Xamego

Eu encaro...




Eu mudo!...
Giro em volta do meu mundo
Faço barulho
Sacudo a poeira.

Eu fico!...
Invento em mim, a "libido”...
Vago sozinha
Enfrento a tirania.

Eu gosto!...
De dar minhas gargalhadas
Dançar um som psicodélico
Sol e mar o ano inteiro.

Eu detesto!...
Pessoas frias e calculistas,
Dedos apontados e tortos
Mentira na rotina.

Eu vou!...
Ser sempre uma menina
Ser sempre calorosa
Ser sempre amorosa.

Não quero,
Ser muito impetuosa
Ser muito ingênua
Ser muito geniosa.

Quero ser dosada como uma bebida quente e forte!
E seguir...
Sempre ousada
Sempre Mãe, Sempre mulher!
...

((( Camila Senna )))



Tem “tudo” que é “nada”.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGqOLXLPE_U4Usfd1FOupzbD4Bnnpd_olCq5Cioz9n2nlR6RDvWDbVDuSc7eXi0U0NhHE8VLRnE5ZeC9hHZglwh6cdTuj3pyiqnEDyKnHrnw3FxxPnId_N1wNY6XQfflhHDUmB-SpQwCmk/s1600/tumblr_l5q3m846KE1qbtluvo1_500.jpg


Não quero "o tudo".
Talvez o tudo que acham tudo
Não é o tudo que busco.
Não é o tudo que vejo.

Se pegarem qualquer tudo,
Dando-me de mão beijada,
Fujo, pirraço, xingo...
Mas não me rendo.

Quero travessia...
Quero vasculhar o túnel
Da minha alma cheia...
Jogar fora o que não presta,
Plantar flores na minha floresta.

Rasgar o velho,
Pintar o novo,
Conquistar meu céu...
Ver estrelas cair
Se equilibrando no mar.

Não quero o tudo imaturo
Sem essência...
Tomado por um encantamento traiçoeiro,
Quero o desordeiro de alma genuína,
Sem muita rima na ponta da língua.
Com muita rima no coração,
Explodindo na boca um beijo de paixão.

Sou farta em bondade,
Meu corpo todo é extremidade,
Exalo naturalmente minha fertilidade...
Os sentimentos estragados que no meu coração,
Vagavam...
Quando alerta!... Bloqueio a entrada.
Faço pouco caso... E aos poucos, estão morrendo a míngua.



((( Camila Senna ))) 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Equilíbrio

(estribilho..)

meado do corpo in.suspenso à inércia de o in.revelar
tarde seja, a calma-breve e deste ar..
- ora, não venta..?


(- não.)ouvem-se coros(afoitos) de desencanto
de
dias, sendo tantos, quantos
forem às apátridas canções, já tão insones..
bradando asas e pausas
querendo novas causas
ou
o mundo em sê-las.inteiras, enfim..

perde-me..
perde-me o tempo que não o tomo a passar

destaque por idéia transversal, mas
algures..
lado igual.
ou
um. mero relato, qual não te seja: este.
(a)final, pois
não

repete-se
defere-se
padece

qual dor-culpa de conselho ir.real e destronado,
qual, réu absolvido,
e.
exactamente, onde..
o
há?



fim.
repente, por facas nos meus dentes e rumo areia-sangue em tropos das minhas mãos..
eu,

carrego.(crux*)

tolo, deste passo que não tem o teu nome
impeço-me de voar pois te quero ver de perto(bem.perto..)
quero um turno aprume-desespero, entre-cortado, em vezes, impresso
em

carta.
letrada.

semi.
uni-versada.

sendo minuto
sendo
nada

pois.não/nunca/nem.te.é.



...



ah! treva dos meu olhos por inclusão à falha..
- testa-me!!
em chama pendente qual à letra-inválida e.qual me talha
(área.)

liberta
por um dia,
só um dia, à pele-fuga em água-lava da utopia,

e
deixa
ter-me,


a clarear..



...



qual mar, velado que te trouxe?
digo..



por, ora cegam-se os meus olhos
por ora,


inexiste o arbítrio-alívio?



ou.

de mim..



(enfim)
..te livro?









.














.























.

Poema de Azke

domingo, 3 de julho de 2011

Sinto...

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Sinto falta daquele sol
Das corridas,
Do olhar,
Do azul.

Sinto falta da alegria
Da fantasia,
Do que eu sentia,
Do azul.



((( Camila Senna )))


Cheia...

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Vou colocar minha dor
Estampada num jornal...
Será que você leria,
Um pedaço de mal?
Essa notícia é passageira
Noutro dia sempre acordo inteira, cheia...
Cheia de disposição
Rasgando o tédio sem autorização.
Leia a primeira notícia
Todo mundo gosta de melancolia...
O charme está nas entrelinhas.
Mas será que você leria,
Um pedaço de alegria?





((( Camila Senna )))

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem nome no cartão

usou os olhos
para discordar da saia
quis retirar a permissão
para gostar de mim

como duas mulheres
parte de mim voltou pra casa
evitando a faixa de pedestres
a outra quis cruzar a fronteira
com o luar nos olhos

devastado seu nome
na certidão da pele
nenhum lugar é distante o bastante
o peito é estranhamente fiel
(num mar de olhos, pernas e braços)

me escolte no vestido predileto
eu finjo lamentar
os jornais vão manter distancia
o beijo será mais longo
a porta fechará sem datas

por favor
feche a noite com os ombros
eu gosto da falta que faz
seu nome no cartão

porque transborda...

Poema de Vânia Lopez

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aos teus pés

Meu São João encontrou-me de joelhos, despalavreando as rezas que aprendi da minha

mãe. O tempo arrastou-me pra lá e pra cá e derrubou – me de onde nunca saí: desta

casa, dos pés desse oratório, três filhos e um homem que já foi meu e hoje não é mais

de ninguém: Gabriel e Belzebu, sem lado de avesso nem desavesso, surra de cinturão

e doce de mamão. Nas quebradas da serra do Milho, o foguetão ribomba, fazendo eco

de grota adentro enquanto tento rezar um pai-nosso, catando palavras no meu juízo

desleriado, como que esvazia um mealheiro, moeda atrás de moeda, uma fé amolada

que não me dá mais sustância de fincar o pé, levantar a cabeça e pelejar contra

as desencontrancias da vida. A janela aberta traz o frio das serras e a visão da minha

fogueira, tão bela, isolada e desolada, tão grande, quase um pecado de boniteza num

tempo de coisa santa, do meu São Joãozinho, ali, no meio do meu terreiro varrido e

varrido desde manhã cedo. Olho a estampa de meu santo no oratório, abraçando seu

carneiro, mas o olhar se desimpacienta e percorre o resto da sala, os retratos retocados

do dia do meu casamento e o do meu pai e minha mãe – na graça de Deus desde 97.

Minha mãe queria ser enterrada de mortalha, mas no calor da doença, arrenegou tudo,

como quem quer apostar contra a morte e testar se a gente acreditava mesmo que ela já

se ultimava. Neguei que tinha costurado a mortalha, mas minha irmã Corina, feito os

pés da Besta, contou que já estava cozida e dobrada; tudo no medo torto de

desgostar nossa mãe, até na hora da morte – dizia olhando pro chão, dando um

riso doido, abilolado mesmo. Meus meninos foram cedo pra rua, catar namorada nas

festas, precisão de mulher é bicho danado. Fora as velas do oratório, a casa tá toda

apagada, um sossego frio me abraça pelas costas. Levanto, no meu quarto, acendo

a luz, visto a mortalha da velha, vejo o corpo estrebuchado de meu marido, olhar

grelado daquele que sangrei feito um bode, em cima da cama, sem raiva e sem medo,

só por precisão minha. Beijo-lhe a testa, boto a faca encima do seu peito, entre as

mãos: rosário de ateu desgraçado. Do espelho da porta do guarda roupa, uma

boniteza triste vestindo aquela roupa. Mas tudo ficou pra trás, o que vacilou eu

empurrei no buraco das desacontecencias. Resoluta, abro a porta da frente, sentindo

a friagem do sereno no rosto, caminho até o terreiro, mergulho no ardor de meu São

João; o fogo queima por dentro e por fora, mas a dor já não está mais aqui. Nem eu.


Conto de André Albuquerque